EUA descartam uso de asfixia simulada em interrogatórios

Washington, 2 mar (EFE).- O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, reiterou hoje que considera tortura a asfixia simulada autorizada pelo Governo anterior e disse que a atual Administração não vai adotar esta prática.

EFE |

"A asfixia simulada é tortura. O departamento de Justiça sob minha direção não a justificará, racionalizará ou perdoará", disse Holder em discurso ao Conselho Judaico de Assuntos Públicos, um grupo que defende os interesses dos judeus e de Israel.

Durante o mandato do presidente George W. Bush, a CIA (Agência de Inteligência americana) reconheceu ter submetido três suspeitos de terrorismo à asfixia simulada durante interrogatórios.

A asfixia simulada é uma técnica que consiste em jogar água no rosto do prisioneiro, que ao inalá-la tem a sensação de que está se afogando.

Durante uma audiência de confirmação de seu cargo em janeiro, Holder disse que os Estados Unidos consideram esse método uma tortura, o que caracterizou como uma das mudanças em relação à política do Governo anterior.

Em seu discurso de hoje, Holder afirmou que autorizar o uso de tortura viola os princípios americanos.

"A tortura acaba com nossa capacidade de fazer Justiça e coloca nossos próprios soldados em risco quando são capturados em um campo de batalha", assinalou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou uma revisão dos métodos de interrogatório, e Holder já antecipou que não autorizará de modo algum o uso da asfixia simulada. EFE cma/mh

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