EUA denunciam falta de cooperação da Venezuela no combate ao terrorismo

A Venezuela aprofundou suas relações com o Irã e Cuba, países que apóiam o terrorismo, e o presidente Hugo Chávez tem uma simpatia ideológica com a guerrilha das Farc, mesmo se não existem provas de que ele as apóia financeiramente, segundo um informe sobre luta antiterrorista divulgado nesta quarta-feira pelo departamento de Estado americano.

AFP |

O informe também denuncia um "alto nível de corrupção entre os funcionários venezuelanos", e cita a Bolívia do presidente Evo Morales, aliado de Chávez, como "possível foco de atividades terroristas".

"O presidente Chávez voltou a criticar publicamente os esforços antiterroristas americanos, e aprofundou as relações da Venezuela com Irã e Cuba, países que apóiam o terrorismo", afirmou o departamento de Estado.

"A simpatia ideológica de Chávez com as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) e o alto nível de corrupção registrado entre os funcionários venezuelanos limitaram a cooperação entre Venezuela e Colômbia no combate ao terrorismo", diz o texto.

Os Estados Unidos consideram as Farc e o ELN como grupos terroristas.

"Unidades das Farc e do ELN cruzam constantemente a fronteira venezuelana para descansar e se reunir", acrescenta o documento.

Entretanto, o departamento de Estado destacou em seu informe que "não está provado que o governo venezuelano apóia financeiramente organizações terroristas colombianas".

"No entanto, quantidades limitadas de armas e munições, algumas procedentes de instalações oficiais venezuelanas, foram vistas nas mãos de grupos terroristas colombianos", frisa o texto.

O departamento de Estado americano também disparou contra o governo do boliviano de Evo Morales.

"Devido à constante instabilidade política, ao crescente cultivo de coca e à abertura de relações diplomáticas com o Irã, a Bolívia aparece como um possível foco de atividades terroristas", afirmou.

O informe americano também elogia a atuação do governo colombiano de Alvaro Uribe no combate às guerrilhas e a remanescentes paramilitares no país.

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