EUA deixam base militar equatoriana sob críticas

MANTA - Os Estados Unidos entregaram nesta sexta-feira ao Equador o Posto de Operações Avançadas (FOL, na siglas em inglês), instalado há dez anos no porto pesqueiro de Manta para a luta contra as drogas.

Redação com AFP |

AP
Integrante da Força Aérea do Equador caminha  na base de Manta

Integrante da Força Aérea do Equador caminha na base de Manta

Autoridades equatorianas assumiram o controle do posto em uma cerimônia realizada em Manta, na qual expressaram rejeição às bases estrangeiras no país. "Nunca mais bases estrangeiras em território equatoriano, nunca mais uma venda da bandeira", declarou o chanceler Fander Falconí.

O FOL foi devolvido depois que o presidente Rafael Correa anunciou, em julho de 2008, que não renovaria o convênio firmado em novembro de 1999.

Para o ministro da Segurança, Miguel Carvajal, a decisão de Quito significa "a concretização de uma política do governo que não quer nem a presença nem as instalações de forças militares estrangeiras de nenhum tipo e sob nenhum pretexto em território equatoriano".

A Procuradoria equatoriana investiga supostos abusos das tropas norte-americanas, acusadas de afundarem barcos e de estarem envolvidas no desaparecimento de pessoas sob o pretexto do combate às drogas.

Os Estados Unidos deixam o posto no momento em que Venezuela, Bolívia e Equador fazem duras críticas a um acordo militar que permitirá aos americanos usar sete bases militares da Colômbia.

O plano é visto como um fator de desestabilização e gerou mal-estar entre a Colômbia e seus sócios da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que exigem garantias de que o pacto militar respeitará a soberania da região.

No FOL, que ocupou 5% dos 755 hectares da base da Força Aérea do Equador, os EUA podiam manter até 450 militares e usar até oito aviões para o rastreamento de aeronaves e submarinos do narcotráfico, que cobriam uma área de 6.400 km sobre o Pacífico, do Peru até a América Central.

Os Estados Unidos realizaram mais de 5.500 missões a partir do Equador e participaram de operações nas quais foram apreendidas cerca de 1.700 toneladas de drogas avaliadas em cerca de US$ 35,1 bilhões, segundo a legação norte-americana.

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