EUA defendem uso de batidas policiais no combate à imigração ilegal

Washington, 24 jul (EFE).- O Governo dos Estados Unidos afirmou hoje que, quando recorre às batidas para combater a imigração ilegal, realiza a tarefa de forma humanitária e compassiva, assim como aconteceu na ação contra uma empresa de carne no estado de Iowa em maio.

EFE |

"Tomamos medidas extraordinárias para identificar, documentar e responder adequadamente às preocupações humanitárias das pessoas durante as operações policiais e, em particular, nos locais de trabalho", afirmou Marcy Forman, diretora do Escritório de Investigação de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês).

Os agentes do ICE levam em conta a situação familiar dos detidos e efetuam as batidas "de maneira legal, profissional e compassiva", acrescentou Forman durante uma audiência convocada para examinar a ação contra Agriprocessors em Postville, em Iowa, em 12 de maio.

Na operação em Iowa, os agentes do ICE prenderam 389 imigrantes ilegais, entre eles 290 guatemaltecos, 93 mexicanos, dois israelenses e quatro ucranianos, explicou a funcionária.

A operação reanimou o debate nacional sobre a urgência de aprovar uma reforma migratória que permita a legalização da população clandestina.

Ela insistiu que a missão do ICE é fazer cumprir as leis migratórias, "e isso significa a detenção de todos imigrantes ilegais, de quem os contratam, de quem vende documentos falsos e qualquer indivíduo envolvido em atividades criminosas".

As autoridades do ICE evitam transferir os detidos a uma prisão fora de sua área de domicílio, "embora isto nem sempre seja possível devido à falta de centros de detenção", disse Forman.

Vários grupos pró-imigrantes se queixaram que as fiscalizações só prejudicam os trabalhadores que, além de enfrentar um processo de deportação, também são acusados, segundo uma lei de 2004, de crimes pelo uso de documentos falsos.

O legislador democrata de Illinois, Luis Gutiérrez, liderará este sábado uma delegação a Postville, onde se reunirá com as famílias afetadas pelas batidas de maio, "porque uma política centrada em táticas de medo e deportações só piora" a crise migratória. EFE mp/rb/rr

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