EUA defendem resposta forte à Coreia do Norte

O departamento de Estado americano informou nesta segunda-feira que quer uma resposta forte e uma condenação das Nações Unidas ao disparo de um míssil de longo alcance pela Coreia do Norte, mas deu a entender que não é necessário que a declaração proceda do Conselho de Segurança da ONU.

AFP |

"Sabemos que encontrar a fórmula certa não é o trabalho de uma noite", disse a secretária de Estado, Hillary Clinton, sem se referir a uma resolução do Conselho.

"No entanto, continuamos convencidos de que encontrar uma posição firme nas Nações Unidas é uma medida imediata e importante, que temos a intenção de tomar", acrescentou a ex-primeira-dama durante entrevista coletiva ao lado de seu colega norueguês, John Gahr Store.

Hillary não entrou em detalhes sobre a forma como seria apresentado este documento de condenação.

Segundo diplomatas em Nova York, a China e a Rússia, que têm poder de veto no Conselho de Segurança, pressionaram para uma resposta mais moderada, um dia depois de Pyongyang ter disparado o míssil.

"Queríamos uma resposta forte, eficaz e coordenada do Conselho", disse aos jornalistas o porta-voz do departamento de Estado Robert Wood.

"É importante enviar à Coreia do Norte a mensagem de que este tipo de comportamento constitui uma provocação e que não pode mais se repetir no futuro".

Indagado sobre se os Estados Unidos insistiam em uma resolução do Conselho, Wood respondeu: "Queremos a resposta mais forte que possamos obter do Conselho de Segurança".

Um alto funcionário americano, que não quis ser identificado, disse que os Estados Unidos desejam uma resposta do Conselho, mas destacou que "a forma (desta resposta) não é o mais importante".

sct/yw/LR

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