EUA defendem multilateralismo e cooperação com a América Latina

Paris, 5 fev (EFE).- O secretário-adjunto de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, afirmou hoje que o Governo Obama é partidário do multilateralismo e da cooperação com a América Latina para resolver os problemas que afetam os países da região, como o narcotráfico e a pobreza.

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Valenzuela explicou, durante uma conferência organizada pelo Instituto das Américas em Paris, que Obama deu "uma mudança significativa" em relação a seus antecessores no cargo, ao considerar o multilateralismo como "um objetivo importante" em sua política externa.

Desta forma, destacou como melhor exemplo desta nova política a luta contra o tráfico de drogas no México e na América Central, e ressaltou como "objetivo fundamental estabelecer mecanismos de cooperação" entre América Latina e EUA.

Valenzuela afirmou que os EUA têm "interesses verdadeiros" no continente americano em temas como a consolidação de sociedades estáveis, a melhora do nível de vida da população e a consolidação de Governos e instituições estáveis.

"Temos a ocasião de reorganizar nossas relações para que sejam mais fluentes, mais pragmáticas", comentou o diplomata americano, assinalando que é preciso evitar entrar na visão de "países amigos e inimigos, ou bons e maus".

Valenzuela, que é nascido no Chile, citou três dos principais pontos que devem ser desenvolvidos pelos países da América Latina: a igualdade de oportunidades para toda a população, a segurança dos cidadãos e "o imperativo" de defender uma governança democrática.

Neste sentido, assinalou que é "necessário multiplicar as oportunidades" entre todas as camadas da sociedade, investindo em infraestrutura e capital humano, após constatar que na América Latina há "uma grande desigualdade econômica".

O secretário-adjunto também se referiu ao aumento da criminalidade nestes territórios, tanto em nível local como internacional, e ressaltou que a resposta a esta problemática tem que acontecer "de maneira coordenada" entre os países envolvidos.

Destacou novos métodos aplicados em colaboração com o México contra o tráfico de drogas, ou na Argentina e Brasil, enquanto aplaudiu iniciativas como a criação da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que avança, entre outros aspectos, em matéria de segurança.

Por outro lado, o diplomata americano centrou boa parte de sua conferência na tragédia do Haiti, e afirmou que os EUA estão "decididos" a ajudar o país caribenho, a reconstruí-lo e a fomentar um desenvolvimento que perdure no tempo.

Após destacar que os EUA ofereceram "uma ajuda rápida e em massa" ao povo haitiano, trabalhando 24 horas do dia sete dias por semana, ressaltou que os americanos não quiseram suplantar a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

"Nunca foi nossa intenção substituir a Minustah. Estamos ali para apoiar a missão humanitária", afirmou Valenzuela.

Além disso, destacou que o entendimento com outros países do continente será "vital e essencial" para a reconstrução do país.

O secretário-adjunto constatou que "antes da catástrofe", o Governo americano já tinha se comprometido a ajudar o Haiti, o país mais pobre da América. EFE vm/ma

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