EUA defendem estratégia dupla para programa nuclear norte-coreano

Seul, 18 jul (EFE).- O secretário-adjunto de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico, Kurt Campbell, disse hoje ao chegar a Seul que os Estados Unidos dialogarão com a Coreia do Norte sob as circunstâncias adequadas, informou hoje a agência sul-coreana Yonhap.

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"Estamos tentado seguir uma estratégia de dois caminhos", disse Campbell em referência à porta aberta para as negociações, por um lado, e ao endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte adotado pelos EUA, por outro.

O representante americano fez as declarações ao chegar ao aeroporto de Seul depois de viajar de Tóquio, na sua primeira visita à Coreia do Sul desde que assumiu o cargo, em junho.

"Sob as circunstâncias adequadas estaremos preparados para nos sentar com a Coreia do Norte se abandonarem as ambições nucleares", acrescentou Campbell.

Ele explicou que, atualmente, os EUA estão negociando com seus aliados do diálogo de seis lados "quais são os próximos passos que devem ser dados dentro do processo diplomático" na questão norte-coreana.

O processo de diálogo de seis lados, do qual participam as duas Coreias, EUA, Japão, China e Rússia, está estagnado desde dezembro de 2008 por causa de uma falta de consenso sobre a verificação do processo de desnuclearização da Coreia do Norte.

Campbell ressaltou que um encontro de cinco lados no qual não participe a Coreia do Norte "faz sentido", mas insistiu em que deveria haver preparativos prévios para isso, algo sobre o que previu avanços nos próximos dias.

"Estamos em pleno processo dessas discussões", disse o enviado dos EUA.

A Coreia do Sul concordou com o reatamento das conversas para a desnuclearização da Coreia do Norte contendo apenas cinco lados.

No entanto, a China, anfitrião deste processo desde que começou, em agosto de 2003, não deseja um diálogo com cinco participantes, pela possibilidade de que essas conversas enfatizem a sensação de isolamento de Pyongyang e tenham um efeito negativo no processo a seis lados, segundo a "Yonhap". EFE ce/db

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