EUA defendem Estado palestino como solução de paz ao O.Médio

Washington, 1 abr (EFE).- Os Estados Unidos defenderam hoje a criação de um Estado palestino como solução de paz para o Oriente Médio, depois que o ministro de Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, se desvinculasse dos acordos alcançados na cúpula de Annapolis de 2007.

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O porta-voz-adjunto do Departamento de Estado americano, Gordon Duguid, evitou responder diretamente às declarações de Lieberman, mas reiterou a posição americana de avançar no estabelecido no Mapa de Caminho, como é a criação de um Estado palestino que conviva em paz com o de Israel.

Duguid lembrou as declarações a favor da paz feitas na terça no Parlamento israelense pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

"Quanto a declarações que foram feitas, aponto as do primeiro-ministro Netanyahu no sentido de que trabalhará pela paz com os palestinos e pela paz na região", ressaltou.

O porta-voz insistiu em que os Estados Unidos desconhecem, por enquanto, as propostas de Israel com relação ao processo de paz, pelo que se absteve de especular sobre se o expressado por Lieberman poderia ser a posição final do novo Executivo.

"Há só um documento que nos obriga e não é o caso da conferência de Annapolis, que não tem validade", disse hoje Lieberman.

Duguid indicou que o processo de Annapolis, lançado em novembro de 2007 sob a Presidência de George W. Bush em Maryland, defende uma solução de dois Estados, e que o Governo de Barack Obama "está comprometido" com a iniciativa.

Por isso, afirmou que os Estados Unidos trabalharão de perto com o Governo israelense "para avançar na causa da paz e estabilidade no Oriente Médio e para dirigir as partes na direção de uma solução de dois Estados".

O porta-voz reconheceu que a política externa dos EUA está sendo revisada em várias frentes, mas especificou que "a solução de dois Estados não está sendo revista".

Por último, ressaltou que Washington respalda a declaração do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e a ONU) de dezembro, que reafirma a "irreversibilidade" do processo de paz iniciado em Annapolis e o apoio à solução de dois Estados. EFE cae/db

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