EUA defendem decisão de processar suposto terrorista em tribunal civil

Washington, 3 fev (EFE).- O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, defendeu hoje sua decisão de processar o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab em um tribunal civil pelo fracassado atentado em um avião em dezembro passado e não em um tribunal militar, como pediam vários republicanos.

EFE |

"Tomei a decisão de acusar o senhor Abdulmutallab por crimes federais e de solicitar sua detenção por essas acusações, com o conhecimento de todos os departamentos relevantes do Governo e sem nenhuma objeção", explicou Holder em carta de cinco páginas enviada a 11 líderes republicanos do Senado.

Os senadores pediram informações sobre o processo de detenção e interrogatório de Abdulmutallab, que está sob custódia federal em uma prisão no estado de Michigan.

Segundo Holder, a decisão de julgar Abdulmutallab em um tribunal federal se encaixa nas políticas e práticas estabelecidas há muito tempo pelo Departamento de Justiça, pelo FBI (Polícia federal americana) e "pelo Governo federal inteiro".

"Estas políticas e práticas, que não foram criticadas quando usadas na Administração anterior, foram e continuam sendo extremamente eficazes para a proteção da segurança nacional", argumentou o secretário de Justiça.

"Nenhuma agência apoiou a detenção de Abdulmutallab sob as leis de guerra, e desde então nenhuma agência recomendou ao Departamento de Justiça que tome ou deva tomar uma ação alternativa", disse Holder.

Segundo observadores, a carta de Holder reflete a ofensiva do Governo democrata contra as acusações de republicanos de que a detenção e o interrogatório de Abdulmutallab por parte de agentes do FBI dificultariam a obtenção de dados-chave sobre supostos terroristas.

"Confio em que poderemos processar com sucesso o senhor Abdulmutallab sob as leis federais, e igualmente confio em que a decisão de responder por suas ações por meio de nosso sistema de justiça criminal não comprometeu, nem comprometerá, nossa capacidade de obter a informação necessária para detectar e prevenir futuros ataques", assegurou Holder.

O nigeriano Abdulmutallab tentou detonar um explosivo que levava em sua cueca dentro de um avião da companhia aérea Delta que fazia a rota entre Amsterdã e Detroit no último dia do Natal, mas foi rendido por um grupo de passageiros depois que a bomba pegou fogo em vez de explodir.

Durante seu interrogatório perante as autoridades federais, Abdulmutallab contou que foi treinado no Iêmen por uma célula da rede terrorista Al Qaeda para cometer o atentado, que poderia ter matado pelo menos as 278 pessoas que estavam a bordo do avião. EFE mp/bba

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