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EUA criticam Zelaya por retorno irresponsável a Honduras

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos criticaram o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, por seu retorno irresponsável e tolo do exílio antes que fosse fechado um acordo para a crise política do país da América Central. Em uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o impasse hondurenho, Lewis Anselem, embaixador dos EUA na OEA, também criticou o governo de facto de Honduras por sua ação deplorável ao barrar a entrada de uma missão da OEA e declarar estado de sítio no domingo.

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Anselem também criticou Zelaya por alimentar a violência ao voltar a Honduras na semana passada e se abrigar na Embaixada do Brasil, de onde tem instado seus apoiadores para que tomem as ruas.

"O retorno de Zelaya sem um acordo é irresponsável e tolo (...) Ele deveria parar e desistir de fazer acusações enfurecidas e de agir como se estive estrelando em um filme antigo", disse Anselem.

Anselem exortou o governo de facto a conduzir a segurança com "moderação e cautela" e pediu que Zelaya "exerça liderança" e inste seus partidários a manifestar seus pontos de vista de forma pacífica.

Ele disse que os EUA pediram em diversas ocasiões para que Zelaya não voltasse a Honduras antes de um acordo político por causa da possibilidade de agitação.

"Tendo escolhido, sem ajuda externa, voltar sobre seus termos, o presidente Zelaya e aqueles que facilitaram a sua volta guardam responsabilidade particular pelas ações de seus apoiadores", afirmou a autoridade norte-americana.

Anselem afirmou que o governo dos EUA continuará a pedir que os dois lados cheguem a um acordo seguindo os termos de San José, propostos pelo presidente costarriquenho Oscar Arias, que defende a volta ao poder de Zelaya com o mandato terminando em janeiro.

Enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o golpe que derrubou Zelaya e cortou parte da assistência a Honduras, conservadores o criticam por ajudar um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Zelaya foi deposto em um golpe militar em 28 de junho. O governo de facto tem resistido à pressão internacional para a volta do presidente de esquerda e no domingo deu ao Brasil um ultimato de 10 dias para decidir o que fazer com Zelaya, ameaçando fechar a embaixada.

(Reportagem de Deborah Charles)

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