EUA criticam recusa do regime de Minamar em cooperar com a ONU

Washington, 28 ago (EFE) - O Governo dos Estados Unidos expressou hoje a profunda decepção com o fato de o regime de Mianmar (antiga Birmânia) ter se recusado a cooperar com o enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, em seus esforços para impulsionar o diálogo político.

EFE |

Em comunicado, o Departamento de Estado americano se referiu à recente viagem de Gambari a Mianmar, na qual tentou falar, sem sucesso, com o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe.

O Governo lamentou que o regime tenha ignorado os apelos do Conselho de Segurança, das autoridades da ONU e da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para que liberte os prisioneiros políticos e inicie um diálogo com a líder opositora Aung San Suu Kyi e outros líderes democráticos e de minoria étnica.

"Pedimos ao regime birmanês que cumpra o estipulado com representantes da ONU em viagens anteriores", disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Robert Wood.

O Governo dos EUA considera que as relações entre Mianmar e a comunidade internacional só podem melhorar se o regime militar der passos "concretos e sinceros" nessa direção.

Gambari deixou Mianmar em 23 de agosto após cinco dias sem ter conseguido falar com Shwe, nem com a Nobel da Paz de 1991 Aung San Suu Kyi, que está sob prisão domiciliar desde 2003. EFE cae/db

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