Os Estados Unidos criticaram nesta quarta-feira a prisão na China de um líder estudantil que participou dos protestos na Praça Tiananmen, em Pequim, no ano de 1989.

"Estamos abalados por notícias de que um importante ativista chinês que defende os direitos humanos, Zhou Yong, foi acusado de fraude após vários meses de detenção na China", declarou o porta-voz do departamento de Estado Ian Kelly.

"Entendemos que, contrariando o procedimento legal chinês, a família do senhor Zhou não recebeu informação oficial até 13 de maio", destacou Kelly. "A embaixada (americana) em Pequim elevou o assunto ao ministério das Relações Exteriores".

"Pedimos ao governo (chinês) que garanta a transparência e o respeito às leis chinesas e aos direitos humanos em todas as decisões" envolvendo o ativista.

A família de Zhou foi informada das acusações nesta quarta-feira, mais de sete meses após sua prisão, depois de ter retornado dos Estados Unidos, onde viveu por vários anos, à China, destacou Zhou Lin, irmão do ativista.

Zhou liderou um dos grupos de estudantes que se manifestaram pacificamente nas ruas de Pequim, em junho de 1989, para pedir democracia na China, em protestos que terminaram com a morte de centenas de ativistas.

lc/LR

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