EUA criticam nova expansão de assentamentos na Cisjordânia

Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que lamentam o plano de Israel de construir centenas de novas casas para colonos judeus na Cisjordânia além das 2,5 mil que já receberam sinal verde para serem construídas. Como o presidente havia dito, os Estados Unidos não aceitam a legitimidade da contínua expansão dos assentamentos, e fazemos um apelo para que ela seja interrompida, diz uma nota emitida pela Casa Branca.

BBC Brasil |

O comunicado afirma que a ampliação dos assentamentos "é inconsistente com os compromissos assumidos por Israel".

"Trabalhamos para criar um clima no qual possam acontecer negociações (de paz com os palestinos) e ações como esta dificultam a criação de tal clima."
A nota da Casa Branca foi em reação a declarações de um assessor do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que revelou que o premiê estaria disposto a aprovar a construção das centenas de novas casas na Cisjordânia na semana que vem.

Só depois disso uma paralisação temporária nas construções seria anunciada se houver "condições certas", entre elas gestos de aproximação dos países árabes com Israel.

Palestinos
Em uma visita a Paris, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse ser "inaceitável" tal plano de Netanyahu.

A paralisação das construções israelenses na Cisjordânia é considerada pelos palestinos um pré-requisito para o início das negociações de paz.

Mas o governo de Netanyahu deseja continuar construindo para acomodar o que chama de crescimento natural das comunidades nos assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Na quinta-feira, a imprensa israelense disse que um acordo entre Israel e Estados Unidos sobre o tema estaria quase pronto.

Nele, o governo israelense concordaria com uma paralisação de poucos meses nas ampliações, exceto as obras já em andamento, em troca de gestos de normalização de países árabes, como relações comerciais e de turismo, além de permissão para Israel usar o espaço aéreo de outras nações.

Quase meio milhão de israelenses vivem mais de cem assentamentos construídos desde a ocupação da Cisjordânia em 1967 em uma área em que os palestinos desejam construir seu futuro Estado.

As leis internacionais consideram os assentamentos ilegais, posição contestada por Israel.

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