Washington, 28 dez (EFE).- O Governo dos Estados Unidos se opõe à construção de novos assentamentos israelenses no leste de Jerusalém, declarou hoje o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

O Ministério de Habitação israelense convocou hoje uma licitação pública para a construção de quase 700 casas para colonos em Jerusalém Oriental, território ocupado em 1967 e no qual os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado.

"O status de Jerusalém deve ser resolvido pelas partes por meio de negociações e com o apoio da comunidade internacional", disse Gibbs em uma declaração escrita.

Israel ocupou a parte leste da cidade na guerra de 1967 e, posteriormente, anexou-a como parte de sua capital.

A expansão de assentamentos judaicos é um dos principais obstáculos para a retomada das negociações entre israelenses e palestinos e foi condenada pelos EUA e pela União Europeia (UE).

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em novembro uma moratória de dez meses na construção de novas casas para colonos na Cisjordânia, mas essa pausa não incluiu edifícios públicos nem imóveis cujos alicerces já haviam sido colocados.

Gibbs sustentou que "nenhuma das partes deveria empreender esforços ou tomar medidas que possam esvaziar as negociações".

"Por outro lado, ambas as partes deveriam retornar às negociações, sem condições prévias, o mais rápido possível", acrescentou.

"Os Estados Unidos reconhecem que Jerusalém é um assunto muito importante para israelenses e palestinos, e para judeus, muçulmanos e cristãos", declarou Gibbs.

"Achamos que, mediante negociações de boa fé, as partes podem entrar em acordo em um resultado que satisfaça as aspirações das duas partes para Jerusalém e garanta seu status para as pessoas no mundo todo". EFE jab/bba

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