elogios às Farc - Mundo - iG" /

EUA criticam Chávez por elogios às Farc

Washington, 30 abr (EFE).- Os Estados Unidos criticaram hoje o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por seus elogios às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e também se queixaram das estreitas relações que o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, mantém com o grupo guerrilheiro.

EFE |

O coordenador interino da luta antiterrorista dos EUA, Ronald Schlicher, denunciou que alguns países "proporcionam espaço aos membros das Farc e a seus simpatizantes para que estes obtenham refúgio seguro".

"Seguimos vendo isso como um grande problema no âmbito diplomático", afirmou Schlicher em coletiva de imprensa convocada para a apresentação do relatório anual do Departamento de Estado americano sobre terrorismo no mundo.

O coordenador interino citou especificamente a Venezuela como um dos países que dão "espaço" às Farc.

"O líder venezuelano elogiou as Farc em muitas ocasiões. Achamos que é algo extremamente problemático andar por aí elogiando uma organização terrorista estrangeira", acrescentou.

Trata-se do primeiro estudo do tipo realizado sob o Governo de Barack Obama, e que repetiu várias acusações que a Administração de George W. Bush já havia feito no relatório de 2008.

Embora o documento não inclua a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo, o Departamento de Estado analisa atualmente se deve manter sua designação como um país que não coopera de forma integral na luta contra o terrorismo.

Em maio do ano passado, o Governo Bush classificou a Venezuela dessa forma. Tal designação leva à proibição de exportações a esse país de tecnologia civil que poderia ser usada com fins militares ou terroristas, disse à Agência Efe a coordenadora do relatório divulgado pelo Departamento de Estado, Rhonda Shore.

Sanções mais rígidas foram impostas a Cuba, Irã, Síria e Sudão, território que os EUA mantiveram hoje em sua lista de países patrocinadores do terrorismo.

Entre as medidas contra esses países está a que proíbe os EUA de venderem armas ou prestarem ajuda econômica a eles.

Com relação à Nicarágua, o relatório denuncia as "relações estreitas" entre as Farc e o presidente Ortega, que acolheu e concedeu asilo político aos sobreviventes de um ataque militar realizado pelas Forças Armadas colombianas contra um acampamento do grupo guerrilheiro em território equatoriano em 1º de março de 2008.

O estudo também alega que o sistema judiciário nicaraguense está "altamente politizado, é corrupto e suscetível de manipulação".

Por outro lado, os EUA reconheceram que o Equador intensificou suas ações contra as Farc na fronteira com a Colômbia, embora as tensas relações com o país vizinho dificultem esse trabalho.

O relatório afirma ainda que os tribunais equatorianos "são frágeis, suscetíveis à corrupção e têm um grande atraso no (julgamento) de casos pendentes".

Membros das Farc, do Exército de Libertação Nacional (ELN) e paramilitares também entram na Venezuela para descansar e realizar extorsões e sequestros de cidadãos venezuelanos, com o objetivo de financiar suas operações, assinala o documento.

"Quantidades limitadas de armas e munição, algumas de arsenais e instalações oficiais venezuelanas, apareceram nas mãos das organizações terroristas colombianas", avalia o Departamento de Estado americano.

Mesmo assim, as Farc perderam força, de acordo com os EUA, que citam número recorde de deserções e revezes militares sofridos no ano passado. EFE cma/fr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG