EUA criticam Bolívia e Venezuela por luta insuficiente contra drogas

Washington, 27 fev (EFE).- O Departamento de Estado americano criticou hoje duramente a Bolívia e a Venezuela pela falta de cooperação com o Governo dos Estados Unidos na luta contra as drogas, enquanto elogiou Colômbia e México por seus esforços.

EFE |

Em seu relatório sobre a luta contra as drogas e o nível de cooperação de outros países, os EUA pedem a La Paz que "reverta" suas políticas sobre a expansão dos cultivos de coca e permita o retorno de seus agentes antidrogas, enquanto oferece a Caracas retomar sua colaboração, se demonstrar seu compromisso com o combate ao narcotráfico.

No extenso documento, com o qual o Departamento de Estado cumpre o requisito legal de informar uma vez ao ano o Congresso sobre esta questão, o Governo elogia os esforços "sem precedentes" do México e destaca o recorde no confisco de cocaína da Colômbia.

O Departamento de Estado afirma que o êxito da luta antinarcóticos da Colômbia obrigou os traficantes a desviarem suas rotas através da Venezuela, que suspendeu a cooperação antidrogas com os EUA em 2005.

O Governo afirma que a Venezuela, pela geografia, corrupção, um fraco sistema judiciário, forças de segurança incompetentes e às vezes envolvidas, junto com a falta de cooperação internacional, é vulnerável ao tráfico de drogas, que quintuplicou desde 2002.

Apesar da falta de cooperação, os EUA "continuam estando dispostos a retomarem a colaboração" com a Venezuela, mas exige dela algumas condições, como poder intervir conjuntamente nas instalações de contêineres de Puerto Cabello.

Quanto à Bolívia, os EUA explicaram que este país continua sendo o terceiro maior produtor de cocaína no mundo e constitui uma região de passagem significativa para esta droga procedente do Peru.

O fato de La Paz ter pedido à Agência Antidrogas dos EUA (DEA) que abandone o país fará com que os programas antidrogas sofram uma séria deterioração, afirma Washington, que suspendeu em dezembro os benefícios de preferências tarifárias da ATPDEA pela falta de cooperação da Bolívia.

Com relação ao México, o Departamento de Estado elogia os esforços "sem precedentes" do Governo na luta contra o narcotráfico, apesar de expressar sua preocupação com os "altos níveis de corrupção e caos nos corpos judiciais e de segurança" neste país.

A Colômbia, por outro lado, recebe boas notas por ter batido um recorde no confisco de cocaína em 2008.

Apesar disto, os EUA consideram que o Governo do presidente Álvaro Uribe deve fortalecer a presença do Estado em áreas de conflito para consolidar esta e outras conquistas.

Os EUA também destacam a "alta prioridade" que o Governo do Equador, país de passagem para narcóticos procedentes da Colômbia e Peru, concedeu durante o último ano à luta contra a produção e o narcotráfico, o que fez com que tenha reiterado seu apoio a Quito.

Por outro lado, o relatório afirma que a crescente presença de cartéis da droga mexicana na Guatemala criará cada vez mais problemas de segurança para o país centro-americano.

Entretanto, o Governo dos EUA não se preocupa apenas com a América Latina, mas também com outras regiões do mundo.

Assim destaca que o Afeganistão se mantém como o maior produtor mundial de ópio, e afirma que, apesar de seu Governo cooperar em geral com a comunidade internacional, se necessita de "uma maior vontade e um esforço político, para níveis centrais e provinciais".

EFE cae/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG