EUA: crianças têm consciência dos fatores racial e sexista na política

As crianças são conscientes desde muito jovens dos preconceitos raciais e sexistas que permitiram até hoje o monopólio dos homens brancos na disputa pela Casa Branca, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo.

AFP |

Questionando a idéia de que que as crianças vivem em seu próprio mundo e que a cor da pele ou o sexo são neutros, pesquisadores da Universidade do Texas afirmam em seu estudo que uma ampla maioria dos estudantes primários sabe que nenhuma mulher, negro ou latino foi presidente dos Estados Unidos.

Muitos deles atribuem a baixa representação a uma discriminação, segundo Rebecca Bigler, principal coordenadora da pesquisa publicada na edição de outubro da revista Analyses of Social Issues and Public Policy.

Esta psicóloga da Universidade de Kansas entrevistou em 2006 um total de 205 crianças com idades entre 5 e 10 anos, pertencentes a diferentes grupos étnicos e raciais, muito antes de uma mulher, Hillary Clinton, e um negro, Barack Obama, entrarem na disputa pela Casa Branca.

Embora a maioria tenha afirmado que as pessoas de todas as raças e sexos deveriam ter o direito de chegar à presidência, apresentaram razões surpreendentes em suas respostas.

Uma criança em cada quarto disse que é "ilegal para as mulheres" ser presidente e uma em cada três explicou que a ausência de mulheres, negros ou latinos nas campanhas eleitorais se devia ao sexismo ou racismo dos eleitores.

Além disso, um terço das crianças entrevistadas consideraram que as mulheres e as minorias estão excluídas da corrida pela Casa Branca por falta de capacidade.

js/fp

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