Washington, 16 jul (EFE) - O Governo dos Estados Unidos contará a partir de hoje com a Unidade de Resposta Civil, uma entidade integrada por civis que poderá se desdobrar em qualquer parte do mundo para ajudar a estabilizar e reconstruir países devastados por conflitos. A iniciativa, apresentada hoje pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, contará com um orçamento de US$ 249 milhões para o ano fiscal 2009, que começará em outubro, segundo o solicitado pelo presidente George W. Bush ao Congresso.

A unidade terá um núcleo de membros ativos, composto por 250 analistas civis que podem se desdobrar rapidamente em zonas críticas. Eles ajudarão líderes estrangeiros e cidadãos a estabilizar e reconstruir as nações e, se for possível, prevenir conflitos e Estados fracassados, explicou Rice.

O corpo de civis de resposta rápida também contará com dois mil membros que estarão disponíveis em qualquer momento para ajudar seus companheiros em nações em conflito se for necessário.

A unidade será formada por trabalhadores federais como médicos, advogados, engenheiros, agrônomos, policiais e administradores públicos, "homens e mulheres cujos conhecimentos são vitais para o êxito das missões de estabilização e reconstrução", assinalou Rice.

Por último, o Governo espera poder criar uma divisão de reservistas, integrada por especialistas civis privados que possam contribuir com diferentes tarefas às missões da unidade.

O objetivo da Administração Bush é que a Unidade de Resposta Civil possa apoiar os países em crise ou que estejam a ponto de sofrer uma, para que possam retomar o mais rápido possível as rédeas e manter a paz e a segurança sem ajuda internacional.

De acordo com Rice, a criação da unidade é uma "inovação institucional muito importante para os EUA", e contribuirá para que o Governo esteja "melhor preparado para enfrentar os desafios de segurança do século XXI".

Para o responsável da diplomacia americana, as experiências do Afeganistão e Iraque demonstraram que hoje em dia um único departamento do Governo americano -como o Departamento de Defesa- já não pode se encarregar sozinho das missões de estabilização e reconstrução.

Neste sentido, a unidade também contribuirá para tirar trabalho das tropas americanas, para que a "carga não seja maior do que deve ser", concluiu Rice. EFE cae/db

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