EUA: Coreia do Norte responderá por naufrágio

Departamento de Estado americano diz que país sofrerá "consequências" por torpedear navio sul-coreano

iG São Paulo |

Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que a Coreia do Norte sofrerá consequências pelo naufrágico de um navio de guerra na Coreia do Sul. "É evidente que esta foi uma grave provocação da Coreia do Norte e definitivamente haverá consequências", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

"Foi abominável, não é maneira como as nações civilizadas se tratam", completou. Ele disse que o país está em consultas com a Coreia do Sul para estudar a melhor maneira de responder ao ocorrido.
"Seremos guiados pelo o que a Coreia do Sul decidir. Os apoiaremos seja qual for a decisão."

Nesta quarta-feira, a Coreia do Sul acusou formalmente a Coreia do Norte de torpedear um de seus navios de guerra, elevando a tensão na região e testando a posição da China, principal apoiador internacional de Pyongyang.

Reuters
Militar sul-coreano exibe parte de torpedo supostamente lançado pela Coreia do Norte

Um relatório de investigadores, incluindo especialistas de Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e Suécia, concluiu que um submarino norte-coreano disparou o torpedo que afundou a corveta Cheonan em março, matando 46 marinheiros. "Não há outra explicação plausível", afirma o documento.

Logo após a divulgação do texto, a Casa Branca emitiu um comunicado qualificando o incidente de "um ato de agressão". Crowley afirmou que o episódio será um dos temas que a secretária Hillary Clinton vai abordar em viagem que inicia nesta quinta-feira por China, Japão e Coreia do Sul.

China pede diálogo

A China qualificou como "um infeliz incidente" o afundamento do navio de guerra sul-coreano e expressou que espera o fato se resolva mediante o diálogo entre as duas partes.

"Trata-se de um infeliz incidente, e esperamos que se resolva, em nome da paz e da estabilidade da região", destacou em entrevista coletiva o vice-ministro de Assuntos Exteriores Cui Tiankai, que não citou uma possível mediação da China - principal aliada da Coreia do Norte - para resolver o possível conflito.

Cui assegurou que a China já mostrou anteriormente sua preocupação com o assunto, expressando condolências aos líderes da Coreia do Sul por intermédio de seu presidente, Hu Jintao, e do ministro de Assuntos Exteriores, Yang Jiechi, em seus encontros com autoridades sul-coreanas durante as últimas semanas.

Naufrágio em abril

A embarcação militar Cheonan naufragou perto de um trecho de fronteira marítima disputada entre as duas Coreias. Mesmo se a culpa for atribuída a Pyongyang, há pouco que Seul possa fazer, segundo analistas, porque uma reação militar poderia prejudicar a rápida recuperação econômica sul-coreana, além de fortalecer internamente o regime comunista norte-americano.

A reclusa Coreia do Norte negou envolvimento com o naufrágio na costa oeste da península, cenário de duas letais batalhas navais na última década.

Com Reuters, BBC e AFP

    Leia tudo sobre: coreia do nortecoreia do sulnaufrágio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG