EUA convocam Conselho de Segurança da ONU para discutir Oriente Médio

Nações Unidas, 12 dez (EFE).- Os Estados Unidos solicitaram hoje ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião do órgão em nível ministerial na terça-feira para impulsionar o processo de paz do Oriente Médio.

EFE |

A iniciativa americana conta com o respaldo da Rússia, que, junto com Washington, a União Européia (UE) e a ONU, forma o Quarteto para o Oriente Médio - que, por sua vez, fará na segunda-feira sua última reunião de 2008, na sede das Nações Unidas em Nova York.

"Tudo isto esperemos que proporcione ao processo o impulso suficiente para que comece o próximo ano em um nível mais alto", apontou o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin.

O diplomata russo considerou que a realização da reunião do Conselho enviará "um sinal político" a palestinos e israelenses sobre o apoio da comunidade internacional ao processo, que atravessa um momento "delicado".

"É muito importante evitar que o processo pare", ressaltou Churkin em referência à incerteza que as próximas eleições israelenses causaram nas negociações iniciadas há um ano.

O embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, indicou hoje que o Conselho de Segurança realizará consultas durante o fim de semana sobre o conteúdo e o formato do documento que os Estados Unidos propõem que se adote após a reunião de terça-feira.

O encontro do Quarteto de segunda-feira será o último deste organismo do qual participará a atual secretária de Estado de EUA, Condoleezza Rice, que deixará o cargo em 20 de janeiro com a sucessão em Washington.

Os outros presentes à reunião do Conselho serão o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov; o chefe da diplomacia européia, Javier Solana; a comissária de Relações Exteriores da EU; Bettina Ferrero-Waldner,; e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

O enviado do Quarteto, Tony Blair, e o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, cujo país ocupa a Presidência transitória da UE, participarão da reunião via teleconferência, detalhou a ONU. EFE jju/jp

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