EUA convidam Netanyahu para se reunir com Obama

Jerusalém, 21 mar (EFE).- O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, fez hoje um convite ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que se reúna com o presidente americano, Barack Obama, na terça-feira em Washington.

EFE |

Assim confirmou à Agência Efe um porta-voz da embaixada dos EUA em Tel Aviv em referência ao encontro esta tarde entre Netanyahu e Mitchell, realizado para articular a retomada das negociações de paz na região.

O porta-voz detalhou que Obama e Netanyahu abordarão na reunião de Washington vários assuntos, entre os quais se destaca o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Netanyahu deve ir aos EUA esta noite junto ao titular da Defesa israelense, Ehud Barak, para participar da convenção anual do Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac).

O chefe do Executivo israelense afirmou hoje que sua política de expansão dos assentamentos judaicos em Jerusalém permanecerá invariável.

Segundo o primeiro-ministro, "a mensagem de Israel durante a visita aos EUA será clara e incisiva: nossa política (de construção) em Jerusalém é a mesma dos últimos 42 anos", data quando o Estado judeu ocupou a parte leste da cidade, de população árabe, após vencer a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"Construir em Jerusalém é como construir em Tel Aviv e temos que deixar isso claro aos americanos", declarou Netanyahu, conforme informou a imprensa local.

A tensão entre Israel e EUA começou na semana passada quando as autoridades israelenses aprovaram um plano para construir 1,6 mil casas no território palestino ocupado de Jerusalém Oriental, um dia depois de Mitchell anunciar o reinício das conversas de paz indiretas e durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden.

Os EUA consideraram "insultante" o anúncio de Israel justo durante a visita de Biden, que "condenou" com firmeza a decisão.

Na ocasião, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu a Netanyahu que suspenda a construção, se comprometa a incluir nas negociações os assuntos essenciais, contribua para um clima positivo e demonstre aos palestinos seu compromisso com o processo de paz.

O chefe do Governo israelense disse hoje que adotará várias medidas de boa vontade para os palestinos, que segundo a imprensa israelense e americana, poderiam consistir na libertação de presos palestinos, na retirada de proibições ao movimento na Cisjordânia e no relaxamento do bloqueio israelense à Faixa de Gaza. EFE db/sa

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