EUA continuam sem saber quantos detidos de Guantánamo mandarão para UE

Luxemburgo, 6 abr (EFE).- Os Estados Unidos ainda não disseram quantos dos detidos em Guantánamo gostariam de enviar à União Europeia (UE), afirmou hoje a República Tcheca, país à frente do bloco no atual semestre.

EFE |

"Ainda não há um número concreto. Vamos discutir com nossos parceiros americanos", declarou o ministro de Interior tcheco, Ivan Langer, ao chegar a uma reunião de ministros de Justiça e Interior dos países da UE.

Langer, segundo quem seu país não receberá nenhum detido, afirmou que, no encontro desta segunda, os ministros discutirão as respostas que as autoridades americanas enviaram para uma série de perguntas sobre os planos do presidente dos EUA, Barack Obama, de fechar o centro de detenção até o começo de 2010.

Nessas respostas, o Governo americano comunicou "formalmente" à Comissão Europeia (órgão executivo da CE) que espera dos países europeus "um papel ativo". Além disso, se comprometeu a "oferecer todas as informações necessárias para a análise, caso a caso", da situação dos detidos.

A UE, por sua vez, já disse que caberá a cada país do bloco a decisão de receber ou não detidos de Guantánamo em seu território.

Porém, os países-membros acertaram a elaboração de um plano comum, para que o processo transcorra sob procedimentos similares de informação e segurança.

"Pressinto que encontraremos uma posição comum", acrescentou Langer.

"Temos que nos dar conta de que aceitar um detido (de Guantánamo) num país-membro pode ter implicações em outros Estados" em que a livre circulação de pessoas vigora, frisou.

De acordo com o ministro tcheco de Interior, em relação aos detidos de Guantánamo, na UE há três categorias de países: os que estão dispostos a recebê-los, os que só o fariam se houver um plano comum e os que não vão aceitar nenhum preso.

Langer destacou que, como em seu país há poucos estrangeiros, existe "um alto risco de a integração (dos detidos) não ser bem-sucedida", motivo pelo qual a República Tcheca não receberá nenhum deles.

Até agora, nove países da União Europeia (França, Alemanha, Portugal, Espanha, Finlândia, Irlanda, Estônia, Letônia e Lituânia) se mostraram dispostos a acolher alguns detidos e a ajudar Obama a realizar sua promessa de fechar Guantánamo. EFE rcf/sc

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