EUA contemplam reconstrução do Haiti como projeto a longo prazo

WASHINGTON - A magnitude do desastre provocado pelo terremoto que assolou na terça-feira o Haiti faz que os Estados Unidos contemplem a reconstrução do país caribenho como um projeto a longo prazo e insistem em que sua presença ali se deve a um convite do Governo haitiano.

EFE |

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  • Isso foi deixado claro pela secretária de Estado Hillary Clinton, quando disse que os EUA estão no Haiti por "convite de seu Governo, para ajudar" e assegurou que as forças estarão ali "hoje, amanhã e previsivelmente em um futuro".

    Hillary disse que emitirá junto com o presidente haitiano René Préval um comunicado conjunto no qual delineará os planos e metas para a reconstrução a longo prazo.

    Neste momento, apesar das reservas de alguns haitianos, a Força Aérea dos Estados Unidos, em virtude de um "memorando de entendimento" assinado entre ambos os países, comanda o tráfego no aeroporto internacional de Porto Príncipe assim como boa parte dos trabalhos de resgate.

    O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou neste sábado a morte do vice-representante do organismo no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e do chefe da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), o diplomata tunisiano Hedi Annabi, em consequência do terremoto da última terça-feira.

    O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participavam da Minustah, morreram em consequência do terremoto.

    A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

    Outros quatro militares brasileiros continuam desaparecidos e vários ficaram feridos.

    Costa é o segundo diplomata brasileiro de alta categoria que morre ao serviço das Nações Unidas, pois em agosto de 2003 o enviado especial da ONU ao Iraque, Sérgio Vieira de Mello, morreu em um atentado terrorista contra a sede do organismo em Bagdá. EFE mla-mp/ma

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