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EUA consideram controlável a agitação e os surtos de violência no Haiti

Washington, 18 jan (EFE).- O embaixador dos EUA no Haiti, Kenneth Merten, afirmou hoje que Washington olha com preocupação o caos e a insegurança na nação caribenha, com alguns saques e surtos de violência, mas afirmou que nestes momentos não é algo que seja impossível de controlar.

EFE |

Em entrevista ao programa "Today" da rede de televisão "NBC", o responsável pela embaixada americana em Porto Príncipe reconheceu que a situação da segurança no Haiti depois do terremoto que sacudiu o país em 12 de janeiro "obviamente não é perfeita", porque a Polícia haitiana "está abaixo do mínimo".

Além disso, a força da ONU também não pode exercer suas tarefas como quisesse devido à perda de pessoal que sofreu.

No Haiti, o caos e a insegurança ameaçam a continuidade das operações de distribuição de alimentos, já que a chegada dos caminhões com pacotes de ajuda gera quase sempre tumultos e cenas de grande excitação.

O desespero no Haiti pelas demora na distribuição de água e comida deu origem a alguns saques e surtos de violência.

Nos comércios do centro cidade, os saques continuam. Grupos invadem lojas e armazéns fechados pelo telhado e levam todo tipo de mercadoria.

Os militares da ONU passam pela frente sem intervir, enquanto a Polícia haitiana dispara para o ar sem sucesso, segundo comprovou a Agência Efe.

Apesar disso, Merten considera que "as coisas estão caminhando razoavelmente bem".

"É preciso levar em consideração que não há uma segurança perfeita aqui, inclusive nas melhores circunstâncias. Nossa avaliação é que, enquanto estamos observando a situação e estamos preocupados, mas não consideramos que seja algo que não seja possível controlar", explicou o embaixador americano desde Porto Príncipe.

Merten indicou que as tarefas de segurança correspondem, em primeiro lugar, a Polícia haitiana, que tem uma capacidade limitada, e depois às forças da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah).

"Nossas tropas estão prontas (para intervir) naqueles casos nos quais nem a Polícia haitiana nem as tropas da ONU podem fornecer segurança. Já fizemos isso em ocasiões isoladas, mas até agora, na maioria dos casos, a Polícia haitiana e a força da ONU foram capazes de conduzir a situação", disse.

Merten afirmou que o centro de Porto Príncipe, "se parece como imagino ficou Tóquio depois da Segunda Guerra Mundial. Está esmagado. É uma situação incrível".

Os surtos de violência são desafiadores à segurança que dificulta as tarefas humanitárias no país caribenho, castigado na semana passada por um terremoto de 7 graus na escala Richter que deixou milhares de mortos.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no terremoto. EFE cai/dm

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