EUA consideram importante postura de Rússia sobre Irã

Nações Unidas, 23 set (EFE).- A Casa Branca considerou extremamente positiva a postura da Rússia sobre o programa nuclear iraniano, antes da reunião que deve ocorrer hoje entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega russo, Dmitri Medvedev.

EFE |

"A vontade de desempenhar um papel construtivo é importante", definiu o porta-voz americano, Robert Gibbs, em entrevista coletiva antes do encontro.

Gibbs referiu-se à declaração de diplomatas russos durante a Assembleia Geral da ONU, sobre o fato de Moscou não excluir à imposição de novas sanções contra o Irã.

O programa nuclear russo será um dos assuntos que devem centrar a conversa nesta tarde entre Obama e Medvedev.

À noite, os ministros de Exteriores do Grupo dos Seis (G6, formado pela China, Rússia, EUA, Reino Unido, França e Alemanha,) estão encarregados de persuadir o Irã a renunciar às atividades de enriquecimento de urânio. Este tema, por sinal, também será discutido em uma outra reunião fora da Assembleia Geral da ONU.

No encontro, uma preparação à reunião de 1º de outubro, em Genebra, entre representantes iranianos e o G6, na qual, segundo Gibbs, o Irã terá de decidir que caminho quer tomar.

Os EUA insistem com o Irã para este aceitar a oferta de diálogo com relação ao programa nuclear.

Caso contrário, Obama advertiu que Washington pressionará pela imposição de sanções internacionais mais severas contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Até o momento, Rússia e China se mostraram contrárias à fixação de novas sanções.

Durante a reunião, Obama e Medvedev devem falar também sobre a decisão americana de cancelar o escudo antimíssil que a Administração de George W. Bush tinha previsto desmembrar no leste europeu.

No lugar, Obama anunciou um sistema mais eficaz e econômico, que colocará ênfase no desdobramento de interceptores em terra e mar.

Rússia comemorou o abandono do escudo, episódio que tinha se transformado no principal empecilho nas relações entre ambos os países, já que Moscou entendia o mecanismo como uma ameaça ao seu território.

Durante a reunião, os dois líderes ainda vão analisar os progressos nas negociações para aprovação neste ano do tratado de redução nuclear. EFE mv/dm

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