EUA congelam bens de líder marfinense Laurent Gbagbo

Além de presidente em fim de mandato, esposa Simone e outras três pessoas foram atingidas por sanções financeiras

iG São Paulo |

O Departamento do Tesouro americano anunciou nesta quinta-feira que congelou os bens do presidente em fim de mandato da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, de sua esposa Simone, além de três pessoas de seu círculo íntimo.

A decisão foi tomada em virtude de um decreto que permite aplicar sanções financeiras aos que "representem uma ameaça para a paz e para o processo de reconciliação nacional na Costa do Marfim ou para os que atuem ou declarem agir em seu nome", conforme relevou Departamento do Tesouro em comunicado.

Além de Simone Gbagbo, os três membros do "círculo íntimo" de Gbagbo atingidos pelas sanções americanas são Désiré Tagro, Pascal Affi NGuessan e Alcide Illahiri.

Como resultado destas sanções, qualquer americano que realizar transações financeiras com estas pessoas deverá responder na justiça.

Também nesta quinta-feira, o governo de Gbagbo decidiu expulsar os embaixadores da Grã-Bretanha e do Canadá, segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira à noite na rede de televisão estatal.

Grã-Bretanha e Canadá retiraram no fim de dezembro as credenciais dos embaixadores marfinenses designados por Laurent Gbagbo e indicaram que reconheceriam os representantes nomeados por seu rival Alassane Ouattara, considerado o presidente eleito pela comunidade internacional.

Violência

Em meio ao impasse pós-eleitoral que mergulhou a Costa do Marfim em uma onda de violência, na terça-feira Gbagbo aceitou negociar um "fim pacífico". De acordo com o presidente do bloco regional de nações oeste-africanas (Ecowas), James Victor Gbeho, Gbagbo concordou em suspender o cerco em volta do gabinete temporário de seu adversário político, Alassane Ouattara, o presidente eleito.

Desde as eleições presidenciais de 28 de novembro, a violência na Costa do Marfim deixou ao menos 210 mortos desde meados de dezembro. A ONU e vizinhos regionais da Costa do Marfim ameaçaram Gbagbo com uma intervenção militar para forçá-lo a deixar a presidência.

*Com AFP

    Leia tudo sobre: Costa do MarfimviolênciaLaurent Gbagbo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG