EUA congelam ajuda econômica à Mauritânia após golpe de Estado

Washington, 7 ago (EFE).- Os Estados Unidos suspenderam temporariamente mais de US$ 22 milhões em ajuda não humanitária destinada à Mauritânia, depois do golpe militar no país, e está revisando as condições para a mesma, segundo o Departamento de Estado americano.

EFE |

A ajuda à Mauritânia incluía mais de US$ 3 milhões em assistência para o desenvolvimento do país; mais de US$ 4 milhões em treinamento de forças de paz; US$ 805 mil para atividades de não-proliferação nuclear, luta contra o terrorismo e desativação de minas, e US$ 15 milhões em cooperação militar entre os dois países.

Adicionalmente, serão suspensos, por enquanto, os recursos que teriam sido concedidos à Mauritânia sob o programa Millennium Challenge Corporation (MCC), o principal fundo do Governo americano para fomentar o desenvolvimento em diferentes países.

Apesar do congelamento desses fundos, os US$ 4,9 milhões que os EUA proporcionam à Mauritânia em ajuda alimentícia não serão afetados por essa decisão, explicou hoje o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Gonzalo Gallegos, em sua entrevista coletiva.

Os militares mauritanos tomaram na quarta-feira o poder e detiveram o presidente do país, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed El Waghef, depois de o Governo ter anunciado a cassação do Estado-Maior do Exército.

Os EUA transmitiram sua condenação ao golpe à União Africana (UA), e agora estão "analisando a situação na Mauritânia com os países da região", segundo Gallegos.

"Estamos vendo o que podemos fazer e como podemos ajudar para reverter isto e restabelecer o Governo democraticamente eleito", acrescentou.

Os militares golpistas anunciaram a criação de um Conselho de Estado presidido pelo general Mohamed Ould Abdel Aziz, atual chefe da Guarda Presidencial.

Prometeram hoje a realização de eleições presidenciais "o mais rápido possível", perante a incerteza criada ontem pela ação golpista e as condenações recebidas por parte da comunidade internacional. EFE cai/bm/gs

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