EUA confirmam rodada de diálogo com Cuba sobre políticas migratórias

Washington, 17 fev (EFE).- O Governo dos Estados Unidos confirmou hoje que o subsecretário de Estado adjunto para a América Latina, Craig Kelly, participará nesta sexta-feira em Havana de uma nova rodada de conversas sobre assuntos migratórios com Cuba.

EFE |

"As conversas se centrarão em como promover uma política migratória segura, legal e ordenada" entre os dois países, diz o Departamento de Estado em comunicado.

Kelly liderará a delegação americana, que também conta com representantes das agências governamentais responsáveis pela política migratória.

O anúncio oficial americano foi feito quase duas semanas depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, ter informado sobre a reunião com os EUA, marcada para o próximo dia 19 em Havana.

Em julho passado, Estados Unidos e Cuba retomaram na ONU suas conversas sobre migração, que estavam oficialmente interrompidas desde 2004.

Depois dessa primeira reunião em Nova York, a intenção dos dois países era realizar uma segunda rodada de conversas em dezembro, o que acabou não acontecendo.

Em abril de 2009, o Governo americano suspendeu as restrições às viagens de familiares e envios de remessas a Cuba, entre outras medidas, o que deu margem para alguma abertura em relação à ilha.

Por causa disso, o Departamento de Estado, por meio do então secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, teve reuniões com o titular do Escritório de Interesses de Cuba, Jorge Bolaños, em Washington.

Pouco depois, em maio, se soube que os Estados Unidos tinham oferecido ao Governo cubano retomar as conversas sobre assuntos migratórios.

No mesmo mês, Cuba aceitou retomar as conversas sobre migração e o serviço postal entre os dois países.

Em setembro, a então responsável para Cuba do Departamento de Estado americano, Bisa Williams, viajou para a ilha para retomar o diálogo sobre o possível restabelecimento do correio direto entre os dois países, suspenso desde 1963.

Williams também conversou com as autoridades cubanas sobre as relações migratórias e o funcionamento do Escritório de Interesses dos EUA em Havana. EFE cae/bba

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