EUA confirmam envio de dois presos de Guantánamo para Suíça

Washington, 24 mar (EFE).- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou hoje a transferência à Suíça de dois chineses de etnia uigur detidos na prisão da base naval de Guantánamo, em Cuba.

EFE |

"Após decidir que não os trataria como combatentes inimigos, a Administração anterior aprovou a libertação destes detidos, que deviam deixar a baía de Guantánamo por ordem judicial", afirmou o Departamento de Justiça em comunicado.

Charles Juillard, presidente do cantão suíço de Jura, para onde os uigures serão levados, já tinha informado sobre a chegada hoje dos dois detidos.

A China exige que os EUA repatriem os uigures, que aparentemente pertencem a um grupo separatista que Pequim considera terrorista.

O Governo de Washington comunicou que não os enviará de volta ao país de origem porque poderiam ser perseguidos ou submetidos a torturas.

Os dois detidos fazem parte de um grupo de 22 uigures capturados no Afeganistão em 2001. Cinco deles foram enviados à Albânia, quatro às ilhas Bermudas e outros seis ao arquipélago de Palau, na Oceania.

O Governo americano avaliou libertar os outros uigures que ainda estão em Guantánamo no próprio território dos EUA, mas deu marcha à ré diante da oposição de legisladores democratas e republicanos.

Agora, os EUA procuram países que recebam os uigures que ainda não foram libertados.

Em 2008, um tribunal federal americano determinou que os 17 uigures que havia então em Guantánamo não representavam perigo para os EUA e ordenou sua libertação.

Na terça-feira, outros três detidos de Guantánamo, de nacionalidade desconhecida, foram mandados para a Geórgia.

Nem as autoridades americanas, nem as da Geórgia ou da Suíça divulgaram os nomes dos detidos libertados ontem e hoje. EFE cma/bba

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