EUA confiam em fechar Guantánamo antes do final de mandato de Obama

Bruxelas, 27 jan (EFE).- O embaixador especial dos Estados Unidos para o fechamento da prisão da base de Guantánamo, Daniel Fried, disse hoje estar confiante em que o centro de detenção será fechado antes do final do mandato do presidente americano, Barack Obama, em janeiro de 2013.

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Durante uma entrevista coletiva em Bruxelas, Fried agradeceu o apoio da União Europeia (UE) ao plano para fechar o presídio.

"Estamos na metade do caminho. Confiamos que o fechamento chegará mais cedo ou mais tarde, antes do fim do primeiro mandato de Obama", declarou Fried, aparentemente certo de que o presidente americano será reeleito.

Em 22 de janeiro de 2009, dois dias depois de tomar posse, Obama se comprometeu a fechar Guantánamo em um ano, o que não conseguiu principalmente devido às dificuldades para transferir detidos para presídios fora dos EUA.

Durante os últimos oito anos, quase 600 detidos foram recebidos por outros países, mas ainda restam 192 presos em Guantánamo.

Estes detentos restantes se dividem em três categorias: os que estão preparados para ser transferidos para outro país; os que serão julgados nos Estados Unidos (a maioria por um tribunal militar) e os que não se enquadram nas circunstâncias anteriores.

Este último grupo, formado por menos de 50 homens, não poderia ser julgado por falta de provas suficientes, mas também não poderia ser repatriado devido a sua periculosidade, explicou em entrevista coletiva o diretor do grupo especial que revisa casos de Guantánamo, Matthew Olsen.

Os que serão julgados por um tribunal militar e os pertencentes a essa última categoria seriam os presos que o Governo dos EUA poderia deslocar para uma penitenciária no estado americano de Illinois já reservada para esse fim. EFE lmi/bba

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