EUA confiam em conseguir apoio da ONU a possíveis sanções contra Irã

Washington, 16 dez (EFE).- A Casa Branca expressou hoje sua confiança em que conseguirá o apoio das Nações Unidas para impor possíveis sanções adicionais ao Irã por seu programa nuclear.

EFE |

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, reiterou que o Irã deve atuar em breve e aceitar as ofertas da comunidade internacional sobre o programa até o fim do ano. Caso contrário, "terá que encarar as consequências".

Desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro, o presidente Barack Obama ofereceu ao Irã o estabelecimento de diálogo em troca de que o país renuncie a suas ambições de enriquecer urânio, sem aparente êxito.

O Irã não respondeu ainda, após ter recebido positivamente em um primeiro momento uma oferta dos países negociadores em outubro passado, pela qual enviaria à Rússia seu urânio enriquecido a baixo nível para refinamento, para ser usado em um reator que fabrica isótopos para uso médico.

Gibbs afirmou hoje que foi a posição americana de oferecer um diálogo que permitiu que a Rússia, que até agora se opunha à imposição de novas sanções a Teerã, "esteja disposta a dar passos mais sérios" e apoiar medidas adicionais contra a República Islâmica.

"Nos encontramos agora em um momento no qual os países negociadores - EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha - estamos unidos para impedir o que o Irã fizer e o que deixar de fazer", disse.

Estes seis países continuam "avançando para desenvolver sanções que possam ser usadas no ano que vem", afirmou.

As declarações do porta-voz foram feitas após o Irã ter anunciado que testou "com sucesso" uma versão avançada de seu míssil de médio alcance Sayil-2, alimentado com combustível sólido e capaz de atingir Israel e bases americanas no Golfo Pérsico.

Segundo a televisão estatal iraniana, que transmitiu as imagens do teste, o lançamento aconteceu na quarta-feira em uma zona do país que não revelou.

Gibbs afirmou que esse teste é uma "provocação", pois "está claro que seu objetivo não é provar satélites de comunicações nem fogos de artifício".

O Irã assegura que seu programa nuclear tem como fim a produção de energia, enquanto que os EUA suspeitam que o que busca é a fabricação de armamento atômico. EFE mv/pd

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