EUA condenam vídeo de soldado capturado no Afeganistão

Por Peter Graff CABUL (Reuters) - O Exército norte-americano criticou neste domingo a divulgação de um vídeo que mostra um soldado capturado no Afeganistão, descrevendo as imagens como propaganda do Taliban que violou as leis internacionais.

Reuters |

O vídeo mostra o soldado Bowe Bergdahl em uma tradicional vestimenta afegã, sendo induzido em inglês por seus sequestradores a pedir que as forças armadas dos Estados Unidos se retirem do Afeganistão.

O exército norte-americano confirmou a identidade do homem proveniente de Ketchum, Estado de Idaho, dizendo que ele serviu no Primeiro Batalhão do Regimento 501 da Infantaria de Parachute. Suas etiquetas de identificação são exibidas para a câmera por seus sequestradores no vídeo.

"Nós condenamos o uso deste vídeo e a humilhação pública de prisioneiros. Isso é contra a lei internacional", disse o coronel Greg Julian, porta-voz do exército dos EUA. "Nós estamos fazendo tudo que podemos para ter de volta esse soldado em segurança."

O Exército dos EUA vem distribuindo panfletos nesta semana em busca da libertação de Bergdahl, desaparecido no final de junho.

No vídeo, do qual há trechos disponíveis no site YouTube (www.YouTube.com), Bergdahl aparece com sua cabeça raspada e com barba rala, vestindo uma indumentária cinza e folgada, tradicional no Afeganistão.

Ele aparenta estar bem de saúde e é mostrado bebendo chá e comendo pão e arroz.

"Estou assustado. Estou assustado e não poderei ir para casa. É muito angustiante ser um prisioneiro", diz ele. "Eu tenho uma noiva com quem espero me casar. Tenho minha avó e meu avô. Tenho uma família muito, muito boa que eu amo na minha casa, nos EUA."

Uma voz ao fundo orienta: "Diga que sente saudades deles".

O soldado, então, continua: "E eu sinto saudade deles todos os dias em que eu estou aqui. Eu tenho saudade e estou com medo de que eu não os veja novamente e que não possa dizer a eles novamente que eu os amo. Nunca mais poderei abraçá-los".

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