EUA condenam seqüestro de comboio de assistência humanitária no Zimbábue

Washington, 12 jun (EFE).- O Departamento de Estado americano condenou hoje o seqüestro por militares e policiais zimbabuanos de um comboio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que levava 20 toneladas de alimentos para crianças em escolas.

EFE |

Segundo o Governo americano, o seqüestro foi aparentemente dirigido pelo governador de Manicaland e a ajuda humanitária foi distribuída no dia 6 de junho aos partidários da governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) em um evento político no distrito de Mutare.

"Este comportamento sem escrúpulos deve parar", disse em comunicado a administradora da USAID, Henrietta Fore.

"É inaceitável para o Governo do Zimbábue roubar alimentos de crianças famintas", acrescentou.

Segundo o Governo americano, o comboio partiu do armazém onde eram estocados os alimentos antes que o regime de Robert Mugabe decretasse, no dia 6 deste mês, o fim das atividades de todas as ONGs que operavam no país e exigisse uma nova solicitação para seus projetos.

O motorista parou, como previsto, em um colégio beneficiado pelo programa de ajuda dos EUA para descarregar os alimentos, quando um grupo de militares, veteranos de guerra e policiais zimbabuanos, por ordem do governador de Manicaland, Tinaye Chugudu, e liderados por um coronel do Exército, o ameaçaram e obrigaram a buscar proteção em uma delegacia.

Enquanto isso, Chugudu e outros funcionários do Governo e do Zanu-PF tinham organizado um comício político próximo a uma delegacia.

De acordo com o Departamento de Estado americano, quando o veículo seqüestrado chegou ao lugar, Chugudu ordenou aos veteranos de guerra que distribuíssem a ajuda aos simpatizantes do partido no evento.

O Governo dos EUA expressou ainda sua preocupação pelo aumento da desordem no Zimbábue.

"O Governo zimbabuano não somente suspendeu a assistência das ONGs, mas agora também rouba ajuda humanitária americana destinada às pessoas mais necessitadas", afirmou a USAID.

Por isso, os EUA pediram às autoridades zimbabuanas que restabeleçam imediatamente as permissões para que as agências possam retomar seus projetos.

"Falhar ao fazê-lo implicaria que o Governo apóie o seqüestro, o sofrimento e as mortes de cidadãos inocentes", concluiu Fore. EFE cai/bm/rr

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