Os Estados Unidos condenaram nesta quinta-feira os disparos da foguetes contra o norte de Israel efetuados a partir do Líbano, insistindo em que não querem a abertura de uma nova frente no conflito em Gaza.

"Condenamos o ataque que atingiu Israel", declarou à imprensa um porta-voz do departamento de Estado, Robert Wood, referindo-se aos quatro foguetes atirados hoje do Líbano e que se abateram sobre o oeste da Galiléia, ferindo levemente quatro mulheres, segundo o Exército israelense, que respondeu disparando vários obuses na direção do Líbano.

"Trata-se claramente de uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança" da ONU, que permitiu em 2006 pôr um fim ao conflito entre Israel e o Hezbollah xiita libanês, apoiado pela Síria e o Irã, denunciou Wood.

"É óbvio que não queremos ver uma ampliação desse conflito", ressaltou, ao se referir à ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Segundo o porta-voz, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ligou pelo menos sete vezes para a ministra israelense Tzipi Livni na quarta-feira para falar sobre o conflito.

Para Wood, Israel demonstrou "moderação" em sua resposta ao lançamento de foguetes contra o norte de seu território, destacando que o Exército israelense já recorreu a armas mais pesadas no passado.

O Hezbollah garantiu não estar envolvido nestes disparos de foguetes.

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