Islamabad, 16 set (EFE).- O Governo dos Estados Unidos (EUA) concedeu mais de US$ 3 bilhões ao Paquistão desde que Asif Ali Zardari chegou à Presidência, em setembro de 2008, informou hoje a embaixadora americana em Islamabad, Anne W.

Patterson.

"Destinamos mais de US$ 3 bilhões para serem investidos em segurança, economia e no desenvolvimento, desde que o presidente Zardari foi eleito", detalhou Patterson em comunicado.

A embaixadora disse que Washington seguirá dando apoio econômico a Islamabad.

Patterson desmentiu, no entanto, uma informação publicada recentemente na imprensa paquistanesa que apontava à falta de confiança dos EUA no Partido Popular do Paquistão (PPP) de Zardari e assegurou que a ajuda americana não chega diretamente ao Governo.

"O Governo americano continuará ajudando o Paquistão por meio de mecanismos de longa duração, como exigem as leis americanas para garantir a transparência e a responsabilidade, e não está privando o Governo paquistanês de buscar ajuda direta", disse a diplomata.

Além disso, o esclarecimento ocorre em plena polêmica no Sul da Ásia, por causa das declarações do ex-presidente Pervez Musharraf a um canal paquistanês, sobre a ajuda com fins militares recebida por ele dos Estados Unidos quando estava no poder.

Musharraf negou ter recebido auxílio militar destinado somente para a luta contra os talibãs. Ele explicou "que o Exército usou todos os recursos necessários, tanto na luta contra os insurgentes quanto no desdobramento militar na fronteira com a Índia".

Com George W. Bush na Casa Branca focado na luta contra o terrorismo, os EUA destinaram US$ 10 bilhões a Islamabad desde 2001.

Após a polêmica surgida por suas declarações no Paquistão e na Índia, Musharraf negou ter desviado os recursos para fortalecer a defesa militar.

Ao explicar sua estratégia para a região, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um pacote de subsídios ao Paquistão para fins civis de US$ 1,5 bilhão por ano durante cinco anos - ainda pendente de aprovação no Congresso -, à margem de outros fundos para o Exército paquistanês. EFE igb/dm

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