Washington, 2 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos colocou hoje em dúvida que o segundo turno das eleições presidenciais no Zimbábue aconteça de maneira imparcial e livre, em um momento em que as autoridades do país estão reprimindo e detendo os opositores.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, disse em sua entrevista coletiva diária que "é difícil visualizar um segundo turno no Zimbábue tendo em vista que o Governo fez tudo que esteve a seu alcance para atrasar e obscurecer os resultados (da primeira etapa)".

"Se de fato for realizado um segundo turno das eleições, vai ser difícil que o povo o leve a sério, tendo em vista que o Governo do Zimbábue está ocupado reprimindo, perseguindo e detendo os membros da oposição", declarou Casey.

O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, derrotou o presidente Robert Mugabe nas eleições realizadas em 29 de março, mas não obteve a maioria de mais de 50% dos votos, o que obriga a realização de um segundo turno.

De acordo com as leis eleitorais do Zimbábue, o segundo turno de eleições presidenciais deve ser realizado 21 dias após a divulgação da primeira votação. EFE mv/fb

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