EUA chamam embaixador de Israel a explicar despejo de palestinos

Jerusalém, 5 ago (EFE).- Pela segunda vez em menos de três semanas, o Departamento de Estado americano convocou o embaixador israelense Michael Oren, desta vez para ouvir explicações sobre o despejo de duas famílias palestinas em Jerusalém Oriental, informa hoje o diário Haaretz.

EFE |

Segundo o jornal, o secretário de Estado adjunto para o Oriente Médio, Jeffrey Feltman, disse a Oren que Washington considera "inaceitável" e uma "provocação" a expulsão ocorrida no domingo passado que visava a dar espaço a famílias de judeus.

Oren justificou a evacuação por motivos legais, um argumento rejeitado pela comunidade internacional.

Da mesma forma, a Suécia, que exerce a Presidência temporária da União Europeia, convocou o embaixador israelense a um encontro, no qual o representante diplomático manifestou sua "enorme frustração" com a gestão sueca no bloco europeu, como conta o "Ha'aretz".

O enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio, Robert Serry, e líderes como os de Reino Unido e Chile são outros que rejeitaram a ação de Israel.

Não é a primeira vez que o Departamento de Estado americano convoca o embaixador israelense desde que Barack Obama chegou à Casa Branca.

Em meados de julho, Washington pediu a Oren a suspensão de um controvertido projeto de construção do milionário americano Irving Moskowitz, na parte oriental de Jerusalém, ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Israel considera "inquestionável" seu direito de construir em qualquer parte de Jerusalém, que diz ser sua "capital única e indivisível", enquanto a comunidade internacional vê como ilegais todos os assentamentos judaicos na parte oriental, onde os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado. EFE ap/rr

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