EUA cancelam alertas de tsunamis gerados por terremoto no Chile

O governo americano cancelou neste domingo todos os 53 alertas de tsunami para a região do Pacífico, gerados em consequência do terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile na madrugada do sábado. Um porta-voz do centro de acompanhamento de tsunamis, com base no Havaí, disse à BBC que diversas nações do Pacífico perceberam ondas mais altas que o normal, mas que já não há perigo de eventos mais destruidores.

BBC Brasil |

O Japão, onde as ondas passaram de 30 cm para 1,2 m na madrugada deste domingo, também reduziu seu nível de alerta para "normal".

Temendo ondas de até 3 m de altura, as autoridades japonesas haviam evacuado mais de 200 mil pessoas da costa.

No sábado, as ondas gigantes causaram danos e mortes nas áreas chilenas mais próximas do tremor. No arquipélago chileno de Juan Fernández, cinco pessoas morreram.

Já na cidade costeira de Talcahuano, próxima de Concepción, a cerca de 100 km do epicentro sísmico, as ondas chegaram a 2,3 m. Barcos pesqueiros foram arrastados para fora do mar e a infra-estrutura portuária foi danificada.

Fatalidades 'minuto a minuto'
Mais de 24h após o tremor, as autoridades chilenas continuam contando as vítimas. O número de mortos já chega a 300.

No sábado à tarde, a diretora do Escritório Nacional de Emergências do Ministério do Interior, Carmen Fernández, disse que esta estatística "muda de minuto a minuto".

A presidente chilena, Michelle Bachelet, disse que o terremoto afetou 2 milhões de pessoas - mais de 10% da população de cerca de 16 milhões - e que 1,5 milhão de casas haviam sido danificadas.

Em cinco regiões do país, incluindo a capital, Santiago, o governo declarou "estado de catástrofe".

"Não estamos falando de estado de catástrofe como estado constitucional. Estamos falando de zonas afetadas por catástrofe", disse Bachelet. Ela disse que essas áreas vão contar com "facilidades institucionais para responder à crise, recursos extraordinários e atribuições extraordinárias".

Em Santiago, o aeroporto permanece fechado por medidas de precaução. O embaixador chileno em Londres, Rafael Moreno, disse à BBC que a pista de pouso está em boas condições, mas o prédio em si está danificado.

"Restauramos os serviços em Santiago e a energia na maior parte do país, mas ainda está problemático em Concepción. Há água potável - um elemento crucial após um terremoto - e estamos cuidando dos feridos, é claro", listou o embaixador.

Ele disse que as aulas deveriam ser retomadas na segunda-feira após as férias de verão, mas permanecerão fechadas "por outros quatro ou cinco dias".

"Nossas equipes de emergência estão em todo o país. Infelizmente, nós, chileno, temos experiência com terremotos, e sabemos conviver com isso."
O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que devastou a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

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