EUA calculam que 200 mil haitianos pedirão permanência no país

Miami, 20 jan (EFE).- As autoridades de Imigração dos Estados Unidos estimam que cerca de 200 mil haitianos pedirão o Status de Proteção Temporário (TPS, na sigla em inglês), o que permitirá sua permanência legal no país e a obtenção de uma licença de trabalho.

EFE |

Alejandro Mayorkas, diretor do Serviço de Imigração e Cidadania dos EUA (USCIS, na sigla em inglês), destacou em entrevista coletiva em Miami que a meta é aprovar as permissões de trabalho o mais rápido possível para que os haitianos possam ajudar suas famílias no país natal, devastado pelo terremoto do último dia 12.

"Isto é um desastre de proporções históricas e isto (o TPS) permitirá que os haitianos nos Estados Unidos continuem vivendo e trabalhando em nosso país", disse Mayorks.

Os haitianos que obtiverem o TPS terão suas permissões de trabalho em até 90 dias em vez de seis meses, tempo médio para a emissão do benefício.

O TPS valerá durante 18 meses e será dado aos haitianos que comprovarem que estavam nos EUA no momento do terremoto.

O Departamento de Segurança Nacional anunciou na sexta-feira que os haitianos que residiam ilegalmente nos EUA quando ocorreu o terremoto poderão pedir o TPS, um programa oferecido pelo Governo americano a países afetados por desastres naturais ou conflitos armados e que permite a estadia legal de imigrantes em situação irregular.

Os EUA concederam o TPS aos hondurenhos e nicaraguenses que chegaram ao país antes do final de 1998, quando o furacão "Mitch" castigou a América Central.

O país também deu o benefício a cerca de 250 mil imigrantes salvadorenhos após os terremotos que sacudiram El Salvador em 2001.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE so/bba

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