EUA buscam provas para acusar Assange de conspiração

Segundo o NYT, promotores tentam determinar se Assange encorajou ou ajudou soldado suspeito de ter divulgado documentos secretos

iG São Paulo |

Promotores federais dos Estados Unidos estão procurando provas para acusar o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, de conspiração, segundo informou nesta quinta-feira o jornal americano "The New York Times".

De acordo com o jornal, funcionários do Departamento de Justiça estão tentando determinar se Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning, suspeito de ter divulgado documentos confidenciais do governo.

Se Assange tiver feito isso, as autoridades acreditam que ele possa ser acusado de conspiração no vazamento, e não apenas um receptor passivo que publicou o material, afirmou o NYT, citando como fonte pessoas próximas do caso. Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar o assunto.

Crimes sexuais

A Justiça da Grã-Bretanha rejeitou nesta quinta-feira um recurso da Suécia e concedeu liberdade condicional a Julian Assange.

O criador do site foi preso em 7 de dezembro, após se entregar à polícia britânica que cumpriu um mandado internacional emitido pela Suécia, onde Assange é acusado de crimes sexuais. Na terça-feira, um juiz estipulou que Assange pagasse 240 mil libras (cerca de R$ 640 mil) para aguardar em liberdade o processo que pode levar à sua extradição para a Suécia. Autoridades do país entraram com um recurso para evitar a libertação, que foi negado na audiência desta quinta-feira.

O australiano de 39 anos deve ser libertado ainda nesta quinta-feira e aguardar em liberdade até a próxima audiência do caso, marcada para 11 de janeiro.

Como condição para a libertação, o passaporte de Assange será confiscado e ele será monitorado eletronicamente, devendo permanecer em sua residência todos os dias entre 22h e 2h e entre 10h e 16h.

Assange, que tem irritado os EUA e outros países por causa da divulgação de milhares de comunicações diplomáticas secretas, nega a acusação de crimes sexuais, que diz ter motivação política.

Com Reuters

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