EUA avaliam um imposto sobre maconha para ajudar os Estados deficitários

Os Estados americanos que atravessam atualmente uma situação deficitária recorde podem tentar melhorar sua situação financeira com um imposto sobre a maconha, que renderia bilhões de dólares em novas arrecadações.

Redação com AFP |

O congressista pela Califórnia Tom Ammiano apresentou um projeto de lei que cria um imposto para o cultivo, a compra e a venda de maconha, com uma base de US$ 14 bilhões de redimentos anuais.

Ammiano tem o apoio da Organização Nacional para a Reforma de Leis da Maconha (NORML), para a qual a recessão leva os legisladores estaduais a reconsiderar as leis sobre a droga.

A NORML trabalhou nos últimos meses com os congressistas de vários Estados, incluindo alguns muito conservadores como o Texas, nas análises orçamentárias, com o objetivo de determinar como os déficits poderiam ser atenuados com a legalização da maconha.

"A maconha por hedonismo, para uso medicinal, como planta cultivada industrialmente, e por todo seu atrativo, é muito popular e deveria ser taxada", afirmou à AFP o diretor executivo da NORML, Allen St Pierre.

Segundo ele, o projeto de lei de Ammiano destaca as estimativas mais conservadoras da NORML.

St Pierre calcula que a Califórnia poderia arrecadar até 20 bilhões de dólares por ano. No Estado, aqueles que vendem maconha com fins medicinais podem ganhar até 50 mil dólares por dia, segundo ele.

Já para Eric Voth, contrário à legalização e presidente do Instituto de Políticas Mundiais sobre Drogas, "a quantidade de novos consumidores e daqueles que aumentarão seu consumo pelo fim das coações, custará ao sistema muito mais que do que poderia chegar a arrecadar com os impostos. Aqueles que apoiam a legalização mentem para as pessoas, já que o que realmente os move é a legalização a qualquer preço", declarou.

John Lovell, representante da Associação de Chefes de Polícia da Califórnia e da Associação Californiana de Oficiais da Polícia de Entorpecentes, considera que o projeto de lei não eliminará o mercado ilícito de maconha, não dará muito dinheiro e fará explodir o consumo.

Estatísticas

Quase 115 milhões de americanos vivem nos 13 Estados onde a maconha foi legalizada em diferentes graus.

No Alasca e em Denver (Colorado), a posse de maconha em pequenas quantidades não é penalizada.

Três pesquisas nacionais recentes revelaram que muitos americanos apoiam a legalização: 40%, segundo o Instituto Rasmussen, 41%, segundo a CBS News e 44%, segundo o Instituto Zogby. Há 20 anos esta cifra não ultrapassava 20%.



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