EUA avaliam pedido do Brasil para discutir Honduras no Conselho de Segurança

Washington, 23 set (EFE).- O Governo dos Estados Unidos, que preside o Conselho de Segurança da ONU neste mês, disse hoje que avalia a solicitação do Brasil de convocar uma reunião de emergência do órgão para analisar a crise em Honduras.

EFE |

O presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, surpreendeu o mundo ao voltar ao país na última segunda-feira. Desde então, ele está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que está cercada por centenas de policiais e militares.

O Brasil pediu para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas convoque uma reunião com o objetivo de discutir "a segurança do presidente Zelaya e a integridade física das instalações da Embaixada e de seu pessoal", segundo uma carta divulgada hoje.

"Temos a Presidência do Conselho de Segurança este mês e, nesse papel, estamos trabalhando nessa solicitação", afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

"Não temos detalhes sobre quando exatamente a reunião será realizada, mas estamos vendo a iniciativa de forma positiva", disse Kelly.

O porta-voz também comunicou que os EUA apoiam o convite do chanceler do Governo de fato hondurenho, Carlos López Contreras, para que um grupo de ministros das Relações Exteriores de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) viaje a Tegucigalpa para "ajudar a promover o diálogo".

"Recebemos esse anúncio com satisfação e esperamos apoiar essa iniciativa", disse Kelly.

Kelly destacou que os detalhes sobre quem vai a Tegucigalpa, quando e qual o contexto do novo diálogo são assuntos ainda incipientes.

O porta-voz também disse que os EUA desempenharam um papel "construtivo" para conseguir o restabelecimento de serviços de água e alimentos na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Segundo Kelly, o Governo americano também pôs à disposição alguns veículos para que o pessoal da Embaixada pudesse deixar o local com a coordenação da Polícia.

O porta-voz explicou que o objetivo dos EUA era garantir o cumprimento da Convenção de Viena em relação ao respeito da "inviolabilidade da Embaixada brasileira".

Kelly insistiu em que o "objetivo final" dos EUA é o restabelecimento do poder democrático e constitucional em Honduras, no marco de um esforço "multilateral". EFE mp/bba

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