EUA avaliam fim da luta armada no Sri Lanka e pedem solução política

Washington, 18 mai (EFE).- Os Estados Unidos avaliaram hoje o fim da luta armada no Sri Lanka após mais de 25 anos de conflito e creem que é o momento de virar a página rumo a uma solução política que promova e proteja os direitos de todos os cingaleses.

EFE |

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, afirmou em sua entrevista coletiva diária que o Governo dos EUA se sente "aliviado" pelo fato de que "a imensa perda de vidas inocentes e o massacre de civis inocentes parecem ter acabado".

O Exército do Sri Lanka declarou hoje o fim do conflito no país após acabar com a cúpula e os últimos guerrilheiros da guerrilha tâmil, em uma ofensiva de vários meses na qual morreram milhares de civis.

Os EUA também consideram "vital" que o Governo do Sri Lanka ajude os milhares de civis que vivem em acampamentos para deslocados e, além disso, pediram que haja condições para que estes retornem o mais rápido possível para casa.

Dados extraoficiais da ONU apontam que, só neste ano, 6.500 civis morreram por causa do conflito entre o Exército cingalês e a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

Além disso, a entidade disse hoje que cerca de 270 mil pessoas fugiram nos últimos meses da zona dos combates.

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, John Holmes, assegurou que entre 40 mil e 50 mil pessoas procedentes da zona de combates se dirigem aos campos de refugiados no interior do Sri Lanka, onde já se encontram cerca de 220 mil civis.

Segundo Holmes, a situação na área de confrontos continua "volátil", motivo pelo qual é muito difícil fazer uma avaliação "clara" da situação dos refugiados.

"É um alívio que os combates tenham terminado e esperamos que todos os civis possam sair dessa região com segurança", disse o representante da ONU.

De acordo com o subsecretário, o estado dos campos de refugiados será um dos assuntos abordados pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, caso haja a confirmação de sua visita ao Sri Lanka no final desta semana.

Holmes admitiu que o organismo não possui uma apuração oficial do número de civis mortos nestes últimos meses de combates, mas afirmou que "a quantidade de mortos é seguramente muito alta e inaceitável".

EFE cae-jju/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG