O governo dos Estados Unidos está considerando o envio de mais 7.000 soldados ao Afeganistão em 2009 para compensar a retirada de militares de outros países da Otan, informou o jornal The New York Times em sua edição deste sábado.

Segundo o jornal, que cita fontes anônimas do governo, se o plano for aprovado o número de soldados americanos no Afeganistão aumentaria para cerca de 40.000, o que implicaria em uma pequena redução de contingente no Iraque.

Na cúpula de aliados da Otan em Bucareste, o presidente americano George W. Bush já havia dito que Washington planejava aumentar suas forças no Afeganistão.

Além dele, o secretário da Defesa Robert Gates já havia feito um apelo aos aliados europeus dos EUA para que enviassem mais tropas e equipamento de combate com o objetivo de reforçar o sul do território afegão, mas o pedido não teve eco imediato.

Entretanto, de acordo com o NYT, o Pentágono parece ter se resignado sobre o fato de que a Otan não enviará mais militares.

O aumento da proporção de tropas americanas no Afeganistão, de metade a dois terços de todos os soldados estrangeiros em operação no país, provocará o que um funcionário do governo americano chamou de "reamericanização da guerra", ainda segundo o jornal.

"Haverá ali mais forças americanas do que nunca", escreve o NYT, citando sua fonte anônima.

Os países da Otan prometeram um reforço de 2.000 soldados para o front afegão, quando os comandantes da Aliança Atlântica pediam pelo menos 10.000.

Os Estados Unidos mantêm atualmente 34.000 militares no Afeganistão.

Na sexta-feira, o presidente Bush pediu formalmente ao Congresso de seu país que aprove a liberação de 70 bilhões de dólares em fundos para as campanhas militares no Iraque e Afeganistão no começo de 2009, quando seu sucessor assume suas funções.

mk/ap

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