EUA autorizam que haitianos permaneçam e trabalhem no país

PHOENIX (Reuters) - Até 200 mil haitianos que estavam nos Estados Unidos quando ocorreu o terremoto devastador na semana passada terão autorização para permanecer e trabalhar por até 18 meses para ajudar na recuperação do Haiti, anunciou o governo norte-americano nesta quarta-feira. O Serviço de Cidadania Norte-Americana e Imigração informou que a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, concedeu ao Haiti o Status Temporário Protegido (TPS) em razão do terremoto de 12 de janeiro que matou dezenas de milhares de pessoas.

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A medida permitirá que haitianos qualificados vivendo nos Estados Unidos no dia do terremoto de magnitude 7,0 trabalhem durante um período designado de 18 meses.

"Os cidadãos presentes neste país atualmente que talvez não tenham tido autorização para trabalhar...podem agora se inscrever para isso a fim de ganhar dinheiro e enviar remessas de volta ao Haiti que ajudarão na reconstrução", disse à Reuters o porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Matt Chandler.

"É muito importante que essas autorizações de trabalho sejam dadas, porque obviamente é uma forma de assistência econômica indireta", acrescentou ele.

O TPS é um status de imigração temporário concedido a cidadãos elegíveis de um determinado país por causa de "condições negativas temporárias", incluindo conflito armado ou um desastre ambiental, que impedem os cidadãos de voltar para casa em segurança.

Indivíduos condenados por delito grave ou por duas ou mais contravenções enquanto presentes nos EUA não são elegíveis.

As inscrições para o TPS abriram na terça-feira e seguirão por 180 dias. Os interessados precisam comprovar a cidadania haitiana, assim como a residência nos EUA antes da ocorrência do terremoto.

As autoridades estimam que aproximadamente entre 100 mil e 200 mil haitianos e outras pessoas sem cidadania que moraram por último no Haiti sejam elegíveis para se inscrever.

As taxas somam até 470 dólares, mas podem ser suspensas para os que não forem capazes de pagá-las.

(Reportagem de Tim Gaynor)

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