EUA autorizam primeiros testes com células-tronco em humanos

Washington, 23 jan (EFE).- A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês) autorizou a realização dos primeiros testes em humanos de um tratamento para lesões da medula espinhal que usa células-tronco, anunciou hoje a empresa que fará os exames.

EFE |

A agência permitiu os testes com a utilização de exemplares de células-tronco que tinham sido autorizadas pelo ex-presidente George W. Bush em 2001.

A pesquisa com células-tronco nos Estados Unidos havia ficado restringida devido aos limites impostos por Bush aos fundos do Governo federal, há mais de sete anos.

O ex-presidente, contrário ao uso de células-tronco obtidas a partir de embriões humanos, cortou o apoio governamental às dezenas de exemplares que os laboratórios já possuíam.

Thomas Okarma, presidente da Geron Corporation, disse à emissora de televisão "CNN" que é provável que os testes comecem na metade do ano.

"Quando alguém sofre uma lesão completa da medula espinhal, não há esperanças de recuperação abaixo do ponto onde ocorreu a lesão", afirmou Okarma. "Isto é significativo, porque será o primeiro teste clínico de um produto obtido de células-tronco de embriões".

O objetivo primário do teste será determinar se a injeção destas células nos pacientes não causa danos.

No entanto, Okarma afirmou que os pesquisadores também observarão os pacientes durante um ano para ver se há alguma melhoria e se eles recuperam alguma função abaixo do ponto da lesão.

Participarão do teste de oito a dez pacientes que estão completamente paralisados abaixo das vértebras terceira a décima, e que sofreram a lesão espinhal de sete a 14 dias antes do tratamento.

Eles receberão células-tronco cultivadas de embriões armazenados em clínicas de fertilização e que, de outra maneira, teriam sido descartados.

A partir das células-tronco, os pesquisadores desenvolveram células chamadas oligodendrócitos, precursoras das células nervosas e que produzem um revestimento de proteção em torno dessas, conhecido como mielina.

Os cientistas injetarão estas células nervosas diretamente na parte da medula espinhal onde ocorreu a lesão. EFE jab/db

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