EUA aumentam fundos para operações encobertas contra o Irã, diz revista

Washington, 29 jun (EFE).- O Congresso americano aprovou fundos para um grande aumento nas operações encobertas contra o regime iraniano, informa hoje a revista The New Yorker.

EFE |

O artigo, que estará na edição de 7 de julho da publicação, mas que já aparece no site da revista, diz que essas operações, para as quais o presidente George W. Bush pediu centenas de milhões de dólares, têm como objetivo desestabilizar o regime iraniano.

Segundo Seymour Hersh, o primeiro jornalista a revelar as torturas na prisão iraquiana de Abu Ghraib, as operações fazem parte de um documento altamente confidencial, a respeito do qual, por lei, Bush é obrigado a prestar informações aos líderes democratas e republicanos do Congresso.

As atividades, explica o artigo, incluem a oferta de apoio a grupos dissidentes e a coleta de informações sobre as atividades nucleares iranianas.

O auxílio aos dissidentes, acrescenta a reportagem, seria capaz de desencadear uma onda de represálias no Irã e motivar uma intervenção dos Estados Unidos.

Embora as operações contra o Irã não sejam novas, "o alcance e a escala destas atividades, que envolvem a CIA (agência central de inteligência americana) e o Comando Conjunto de Operações Especiais (JSOC, na sigla em inglês), se expandiram de maneira significativa", diz Hersh, que cita funcionários do Governo aposentados e na ativa.

A liberação de fundos para as operações encobertas foi aprovada no ano passado, paralelamente à intensificação da retórica do Governo americano contra o regime iraniano e suas atividades nucleares.

O artigo especifica que líderes civis e militares no Pentágono têm a mesma preocupação da Casa Branca com relação ao programa nuclear do Irã, embora haja "desacordos" sobre um "ataque militar" como a solução mais "adequada".

Em declarações ao programa "Late Edition", da rede de televisão "CNN", o embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker, negou o desenvolvimento de operações que incluam o uso da fronteira do Iraque em uma investida contra o Irã, como afirma o artigo.

"Asseguro taxativamente que as forças dos EUA não cruzam a fronteira iraquiana para operar no Irã, no sul ou em qualquer outro lugar", declarou Crocker.

Os EUA asseguram que todas as opções estão sobre a mesa para fazer frente à ameaça representada pelo programa nuclear iraniano, mas afirmam que a diplomacia é a melhor opção. EFE mv/rb/sc

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