EUA atrelam retorno de embaixador à Bolívia a diálogo com Morales

La Paz, 18 jun (EFE) - O Governo dos Estados Unidos condicionou o retorno à Bolívia de seu embaixador Philip Goldberg, convocado a consultas por Washington, ao diálogo com o Executivo de Evo Morales, publica hoje o jornal La Razón. Não determinamos o prazo de tempo que ele (Goldberg) vai ficar aqui. Muito dependerá das reuniões em Washington D.

EFE |

C. e de nosso diálogo com o Governo da Bolívia", disse o secretário-adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, em entrevista ao periódico concedida na capital americana.

Goldberg viajou para Washington na terça-feira para analisar a relação bilateral com a Bolívia depois do violento protesto contra a Embaixada dos Estados Unidos em La Paz, em 9 de junho.

Morales minimizou a importância da decisão americana, chamando-a de rotineira, mas também pediu que o Governo dos Estados Unidos convoque a Washington a agência de cooperação USAID, porque, segundo o presidente boliviano, essa conspira contra sua gestão e financia opositores.

Shannon disse que o Governo americano está preocupado com o fato de as autoridades bolivianas terem substituído no cargo o comandante da Polícia de La Paz, coronel Víctor Hugo Escóbar, por defender a Embaixada americana.

Os EUA também não viram com bons olhos a crítica do Governo boliviano ao uso de bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que tentaram ultrapassar a segurança da delegação.

"Para nós, a combinação dos dois elementos mandou um sinal muito forte, e também à Polícia Nacional e a outras pessoas, de uma falta de compromisso por parte do Governo (boliviano). Para nós, a segurança de nossas embaixadas e nossos oficiais é primordial", disse Shannon.

Ele afirmou que a convocação de Goldberg a consultas permitirá aos EUA falar "a fundo" com o embaixador, porque avaliam sua relação e sua presença na Bolívia.

"Queremos assegurar que este momento de incerteza não se torne mais perigoso. Queremos, em termos de relação bilateral, ter a oportunidade de entender bem o que está passando e depois nos sentar com o Governo da Bolívia para determinar como podemos resolver nossas dúvidas para continuar trabalhando em La Paz", ressaltou.

Shannon acrescentou que não entende as denúncias contra o USAID porque, em sua opinião, não reflete a realidade de sua atuação na Bolívia.

Ele ressaltou que os Estados Unidos são o principal doador na Bolívia em termos de assistência econômica e social, ajuda antidroga e comércio bilateral por US$ 639 milhões, com exportações do país andino por US$ 362 milhões e importações de US$ 277 milhões. EFE ja/db

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