EUA assumem atentado no Paquistão, mas culpam falta de colaboração

Ataque aéreo da Otan contra um posto militar em novembro deixou ao menos 24 soldados mortos. Paquistão pediu desculpas formais

iG São Paulo |

As forças armadas dos Estados Unidos admitiram que erraram no ataque aéreo que causou a morte de duas dúzias de soldados na fronteira do Paquistão com o Afeganistão . No entanto, disseram que mapas e informações erradas passadas pelo Paquistão levaram ao problema.

AP
Paquistaneses marcham em Lahore em protesto ao bombardeio da Otan que matou 24 soldados
O general Stephen Clark que conduziu as investigações, disse que a falta de conhecimento sobre os postos paquistaneses na fronteira levaram a falha. Ele descreveu uma confusa série de gafes que minaram a confiança entre Paquistão e Estados Unidos para que dessem uns aos outros a localização detalhada de suas tropas. Como resultado, na noite de 26 de novembro, sob ataque e acreditando que não havia paquistaneses na área, uma unidade da força aérea abriu fogo contra o que pensavam ser tropas inimigas.

Em vez de desculpas, como o Paquistão solicitou, o Pentágono falou em arrependimento pela falta de introsamento. Oficiais paquistaneses também não puderam acompanhar os detalhes da investigação. “Pela perda das vidas e pela falta de coordenação entre EUA e Paquistão que contribuíram para estas perdas, nós expressamos nosso profundo arrependimento”, afirmou George Little, porta voz da instituição.

Ele acrescentou que os Estados Unidos querem aprender com o erro e tirar lições para que ele não se repita.

A Otan, o Afeganistão e o Paquistão costumavam compartilhar informações sobre a fronteira dos dois países. O exército paquistanês não comentou as explicações americanas. Antes, eles já haviam dito que forneceram os mapas com clara localização das tropas. Desde o atentado, o governo cortou relações com a Otan e parou de fornecer rotas e bases para os EUA.

Por mais de 10 anos de guerra no Afeganistão, 90% do suprimento para as forças internacionais entraram pelo Paquistão, mas nos últimos três anos, rotas pela Rússia e Ásia Central estavam ativadas e já respondiam por 50% da comunicação.

*com AP e Reuters

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