EUA aprovam US$ 1,6 bi contra tráfico no México e América Central

O Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote que prevê um investimento de US$ 1,6 bilhão em um período de três anos na luta contra o narcotráfico no México, na América Central e no Caribe. A chamada Iniciativa Mérida foi aprovada por 92 votos a favor e seis contra.

BBC Brasil |

Como ela já havia sido aprovada na Câmara dos Representantes, agora precisa apenas da assinatura do presidente George W. Bush para entrar em vigor.

A versão aprovada não contém cláusulas que anteriormente haviam provocado protestos no governo mexicano, que argumentou que elas representavam uma intervenção indevida em assunto internos do país.

Segundo o jornal mexicano El Universal, as cláusulas condicionavam as verbas a mudanças nas leis, para que policiais e militares pudessem ser melhor fiscalizados e, assim, evitar casos de corrupção e violações dos direitos humanos.

Pelo plano, no primeiro ano da iniciativa, o México receberá um investimento de US$ 400 milhões e mais US$ 65 milhões irão para países da América Central e do Caribe.

No total, o Congresso liberou US$ 85 milhões a menos do que havia sido pedido inicialmente por Bush para o primeiro ano.

Repercussão
O líder democrata do Senado, Harry Reid, se disse "muito satisfeito" com a aprovação da Iniciativa Mérida.

Segundo ele, "o plano é vital, e sua aprovação mostra o forte apoio legislativo em ambos partidos para combater problemas comuns".

O senador destacou que "o México e os Estados Unidos têm problemas compartilhados e devem ter uma solução compartilhada", em referência ao combate ao narcotráfico.

No México, o secretário do Interior, Juan Camilo Mouriño, também elogiou a aprovação da iniciativa e disse que ela não exige nenhuma modificação legal adicional antes de entrar em vigor.

"A aprovação pelo Congresso americano das verbas da Iniciativa Mérida testemunha o nível de maturidade que o diálogo entre México e os Estados Unidos alcançou, e a confiança mútua que nós conquistamos", comentou.

Mouriño ressaltou que a ajuda americana não se dará por meio do envio de dinheiro, e sim por meio de investimento em treinamento, aeronaves e equipamentos para combater o narcotráfico.

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